Mostrando postagens com marcador clientes. Mostrar todas as postagens
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Cliente Analista de Sistemas e Tecnologia
Buscando uma interação cada vez mais profunda com o mercado, num óbvio experimento de branding [Sem Logo também é cultura], há clientes que procuram esclarecer nossas pífias existências de operador de caixa com seu conhecimento atrevido e profundo das tecnologias mercadológicas atuais. Trocando em miúdos, esse é aquele que gosta de dar palpite na porcaria que chamamos singelamente de “sistema”.
- O que foi, tem algum problema no meu cartão?
- Nem, esse pinpad que é meio ruim mesmo =| *esfregando cartão de crédito furiosamente na máquina*
- Ahnn... O sistema daqui também é meio devagar né?
- É porque o mercado está cheio senhor, aí ocorre um congestionamento ¬¬
- No Big é mais rápido, acho que eles usam Linux lá... [é é, fiiica quieto]
- Humm sei não hein... aqui pronto passou o cartão de crédito brigado boa noite tchaaaaau próximo! =|
Cliente Filthy Rich
Esse não causa um ódio específico, apesar de muitas vezes ser arrogante. O grande problema com ele é que ele é PODRE de rico, e eu sou PODRE de invejoso. Alguns ganham, só de Vale Alimentação, 1000 reais. O DOBRO do meu salário só pra comprar a lingüiçinha e o chocolate suíço de todo mês. Nessas horas eu assumo uma carranca socialista e passo as compras enquanto reflito sobre a distribuição estapafúrdia de renda do mundo capitalista atual, limpando eventualmente a baba de raiva que escorre sem querer ao pensar naqueles malditos sentados em um escritório 5 horas por dia e ganhando 3 vezes mais.
Cliente FILHO DE UMA PUTA
O último da série. Esse mala, desgraçado, miserável, reúne as piores características dos outros tipos todos: é um grosso(a) mal-comido(a) dos infernos, não cumprimenta, não sorri, fica brabo se eu pergunto sobre o cartão Angeloni [“não tenho e não vou fazer nunca na minha vida!”], joga as coisas na esteira desordenadamente, reclama dos preços e das sacolas, paga em cheque, reclama da demora pra verificar a procedência do mesmo e diz que o mercado é uma porcaria. Finalmente, faz uma das coisas mais LAZARENTAS que uma pessoa pode fazer com um operador de caixa: FICA OLHANDO ENQUANTO EU EMBALO TODAS AS COMPRAS. Não existe NENHUM jeito de deixar um operador mais brabo do que este tipo de atitude mesquinha e desprezível. Esse por mim podia ser estuprado, chicoteado e jogado numa fogueira, acesa. Eu assistiria comendo pipoca com nescau.
E aqui chega ao fim essa série, onde todos puderam conhecer a fundo as situações que um pobre operador de caixa é obrigado a enfrentar. Se pá vou escrever uma sobre as loucuras de uma loja de celulares/assistência técnica, assim que vier inspiração...
Buscando uma interação cada vez mais profunda com o mercado, num óbvio experimento de branding [Sem Logo também é cultura], há clientes que procuram esclarecer nossas pífias existências de operador de caixa com seu conhecimento atrevido e profundo das tecnologias mercadológicas atuais. Trocando em miúdos, esse é aquele que gosta de dar palpite na porcaria que chamamos singelamente de “sistema”.
- O que foi, tem algum problema no meu cartão?
- Nem, esse pinpad que é meio ruim mesmo =| *esfregando cartão de crédito furiosamente na máquina*
- Ahnn... O sistema daqui também é meio devagar né?
- É porque o mercado está cheio senhor, aí ocorre um congestionamento ¬¬
- No Big é mais rápido, acho que eles usam Linux lá... [é é, fiiica quieto]
- Humm sei não hein... aqui pronto passou o cartão de crédito brigado boa noite tchaaaaau próximo! =|
Cliente Filthy Rich
Esse não causa um ódio específico, apesar de muitas vezes ser arrogante. O grande problema com ele é que ele é PODRE de rico, e eu sou PODRE de invejoso. Alguns ganham, só de Vale Alimentação, 1000 reais. O DOBRO do meu salário só pra comprar a lingüiçinha e o chocolate suíço de todo mês. Nessas horas eu assumo uma carranca socialista e passo as compras enquanto reflito sobre a distribuição estapafúrdia de renda do mundo capitalista atual, limpando eventualmente a baba de raiva que escorre sem querer ao pensar naqueles malditos sentados em um escritório 5 horas por dia e ganhando 3 vezes mais.
Cliente FILHO DE UMA PUTA
O último da série. Esse mala, desgraçado, miserável, reúne as piores características dos outros tipos todos: é um grosso(a) mal-comido(a) dos infernos, não cumprimenta, não sorri, fica brabo se eu pergunto sobre o cartão Angeloni [“não tenho e não vou fazer nunca na minha vida!”], joga as coisas na esteira desordenadamente, reclama dos preços e das sacolas, paga em cheque, reclama da demora pra verificar a procedência do mesmo e diz que o mercado é uma porcaria. Finalmente, faz uma das coisas mais LAZARENTAS que uma pessoa pode fazer com um operador de caixa: FICA OLHANDO ENQUANTO EU EMBALO TODAS AS COMPRAS. Não existe NENHUM jeito de deixar um operador mais brabo do que este tipo de atitude mesquinha e desprezível. Esse por mim podia ser estuprado, chicoteado e jogado numa fogueira, acesa. Eu assistiria comendo pipoca com nescau.
E aqui chega ao fim essa série, onde todos puderam conhecer a fundo as situações que um pobre operador de caixa é obrigado a enfrentar. Se pá vou escrever uma sobre as loucuras de uma loja de celulares/assistência técnica, assim que vier inspiração...
Parte 1
Parte 2
Parte 3
Cliente No Limite
Bastante irritante no geral, essa espécie de comprador chega ao caixa e anuncia tolamente: "moço, não pode passar de trinta reais". Minha língua e lábios movimentam-se rapidamente para articular a frase "E eu com isso? Vai tomar no meio do teu cu =]", mas são contidos pela moral e bons costumes arraigados na minha educação. E aí começa a palhaçada. Essa gilete vai, essa mandioca não vai, será que com esse açucareiro passa de trinta? Sem falar que essa estirpe [que por sinal, não vingará, e isso é uma piada semi-interna] costuma vir armada das mais bisófilas e morféticas formas de pagamento, estilo "olha moço tu passa dezesseis reais no cartão de débito, cinco no ticket alimentação e o resto te dou em moedinha que eu tenho aqui". Wtf mesmo...
Cliente Beesha
Ai querida, joga mais purpurina porque ele chegou. Chamar todos de beesha tem seu lado preconceituoso, porque no meu caixa já passou bichona louca, gay, homossexual, biba e outras categorias afrescalhadas. A bichona louca compra comida e bebida pra fazer fextinha, é escandalosa e tosca. O gay é a bicha chique, que faz-se notar pela voz ligeiramente afeminada e aparência. Normalmente tá acompanhado [de um amigo, LÓGICO]. Pra falar a verdade, o número de casais gays me supreende na verdade: passa pelo menos um por semana. Eles compram coisas abertamente viadas, como um casal que comprou um jarrão de creme de massagem, TRÊS bisnagas de lubrificante e diversas camisinhas, texturizadas e agradáveis ao paladar. E uma garrafa de vinho pra desbaratinar. O homossexual é o enclausurado, que não saiu do armário mas transparece em alguns trejeitos [eu owno linguagem corporal, por isso eu sei. procure não se mexer muito perto de mim porque vou ler suas emoções e pensamentos através de seus gestos e postura, e chantageá-lo pra obter dinheiro] que entregam sua boiolice. Ele compra... sei lá o que ele compra. Chega de falar desses putos também.
Cliente Criança Burra
Curto e grosso esse porque nem tem muito o que falar. São aqueles filhotes de cruz-credo que vêm encher o saco sozinhos ou acompanhados dos pais. Apertam botão que não pode, perguntam de tudo, derrubam comida, fedem, choram, enfim, existem e atrapalham de qualquer forma. Tem criança que cisma em me entregar, na mão, cada item da comprinha do papai. Minha velocidade de atendimento cai de 3 itens por segundo pra 5 itens por minuto, o pai faz cara feia pra mim por ser lerdo e manda beijinho pra criança mongolóide, e eu imagino em silêncio os dois sendo abusados sexualmente por uma família de gorilas no cio. Pior foi uma antinha que uma vez chegou no meu caixa e largou um bombom. Aí eu "tu quer esse bombom? =D [ainda sendo simpático]". Ela "uhum :3" Aí eu passei o bombom. Beep. "Quarenta e quatro centavos." "Ah, mas eu não tenho dinheiro! \o\ *sai correndo*". E me deixa ali, com o bombom na mão. Antes fosse uma granada.
Parte 2
Parte 3
Cliente No Limite
Bastante irritante no geral, essa espécie de comprador chega ao caixa e anuncia tolamente: "moço, não pode passar de trinta reais". Minha língua e lábios movimentam-se rapidamente para articular a frase "E eu com isso? Vai tomar no meio do teu cu =]", mas são contidos pela moral e bons costumes arraigados na minha educação. E aí começa a palhaçada. Essa gilete vai, essa mandioca não vai, será que com esse açucareiro passa de trinta? Sem falar que essa estirpe [que por sinal, não vingará, e isso é uma piada semi-interna] costuma vir armada das mais bisófilas e morféticas formas de pagamento, estilo "olha moço tu passa dezesseis reais no cartão de débito, cinco no ticket alimentação e o resto te dou em moedinha que eu tenho aqui". Wtf mesmo...
Cliente Beesha
Ai querida, joga mais purpurina porque ele chegou. Chamar todos de beesha tem seu lado preconceituoso, porque no meu caixa já passou bichona louca, gay, homossexual, biba e outras categorias afrescalhadas. A bichona louca compra comida e bebida pra fazer fextinha, é escandalosa e tosca. O gay é a bicha chique, que faz-se notar pela voz ligeiramente afeminada e aparência. Normalmente tá acompanhado [de um amigo, LÓGICO]. Pra falar a verdade, o número de casais gays me supreende na verdade: passa pelo menos um por semana. Eles compram coisas abertamente viadas, como um casal que comprou um jarrão de creme de massagem, TRÊS bisnagas de lubrificante e diversas camisinhas, texturizadas e agradáveis ao paladar. E uma garrafa de vinho pra desbaratinar. O homossexual é o enclausurado, que não saiu do armário mas transparece em alguns trejeitos [eu owno linguagem corporal, por isso eu sei. procure não se mexer muito perto de mim porque vou ler suas emoções e pensamentos através de seus gestos e postura, e chantageá-lo pra obter dinheiro] que entregam sua boiolice. Ele compra... sei lá o que ele compra. Chega de falar desses putos também.
Cliente Criança Burra
Curto e grosso esse porque nem tem muito o que falar. São aqueles filhotes de cruz-credo que vêm encher o saco sozinhos ou acompanhados dos pais. Apertam botão que não pode, perguntam de tudo, derrubam comida, fedem, choram, enfim, existem e atrapalham de qualquer forma. Tem criança que cisma em me entregar, na mão, cada item da comprinha do papai. Minha velocidade de atendimento cai de 3 itens por segundo pra 5 itens por minuto, o pai faz cara feia pra mim por ser lerdo e manda beijinho pra criança mongolóide, e eu imagino em silêncio os dois sendo abusados sexualmente por uma família de gorilas no cio. Pior foi uma antinha que uma vez chegou no meu caixa e largou um bombom. Aí eu "tu quer esse bombom? =D [ainda sendo simpático]". Ela "uhum :3" Aí eu passei o bombom. Beep. "Quarenta e quatro centavos." "Ah, mas eu não tenho dinheiro! \o\ *sai correndo*". E me deixa ali, com o bombom na mão. Antes fosse uma granada.
Parte 1
Parte 2
Cliente Amo-Big-Mas-Venho-Aqui
Auto-explicativo. Causam uma vontade incontrolável de empanar o próprio órgão sexual em areia e pó de vidro pra comer o CU dos miseráveis. Se no Big é mais barato, se a sacola lá é melhor, se os caixas são mais educados, se o sistema lá é mais rápido, se as verduras são mais bonitas, se o estacionamento é melhor, então o que diabos você está fazendo no Angeloni, pederasta dos infernos?/!1/!?!? Atravessa a porra dessa rua e vai pro Big! Imbecil! Mas atravessa de olhos fechados e a passos lentos, pra ver se uma Kombi encerra essa tua existência patética.
Cliente Estrangeiro
Esse divide-se em dois tipos: o de verdade e o por acidente. Os de verdade costumam vir do Uruguai, Chile ou Argentina [embora ontem eu tenho atendido uma italiana que falava "va bene"], gastam bastante, se batem pra contar as notas e sempre levam de presente um desajeitado "gracias, buenas noches" meu. Os estrangeiros por acidente são cidadãos genuinamente brasileiros, que por desgraça divina nasceram sem a capacidade de exprimir palavras coerentes e audíveis. Pode ser um dom também, porque muitas vezes eu gostaria de não saber falar, pra não ter que dizer coisas desgradáveis dos outros. Mas eles entram no rol porque geram estresse quando eu pergunto "crédito ou débito?", recebo um "grwargh" como resposta, passo no crédito e tenho que cancelar o cupom porque grwargh, na língua dele, significa débito.
Cliente Oi, seu Tim tá Vivo? Claro!
Coloco aqui não por serem irritantes [embora alguns sejam], mas por serem uma espécie curiosa e bizarra. Eles vêm empurrando o carrinho ou carregando a cestinha com uma mão, e na outra o celular, colado na orelha. E aí começa o talk show on mute. Eu faço gestos que na língua corporal universal significam "boa tarde, tem cartão Angeloni, senhor(a)?", e eles fazem caretas engraçadas e me dão o cartão. Colocam umas coisas na esteira, páram pq se empolgam com a conversa, voltam a colocar, eu acabo de passar tudo e fico olhando pro cliente, pra tela aonde está o valor total da compra e pro cliente de volta. Essa parte é meio desesperadora, ele atrapalha-se pra abrir a carteira e falar ao mesmo tempo, e normalmente acaba jogando um bolo de notas ou um cartão. E voltamos ao dilema da criação: crédito ou débito? Eu escrevo em um papel "cred deb" e mostro a ele. Ele emudece por um instante ao telefone, obviamente impressionado com minha sagacidade, e faz um xis ou aponta a opção escolhida. Nem todo método é perfeito: um dos clientes pegou o papel, a caneta e ficou fazendo vários círculos em volta do "deb". Não o culpo, rabiscar enquanto fala ao telefone é algo que todo mundo já fez. Coloco tudo nas sacolas e eles se despedem com um joinha aliviado e um meio sorriso. Eu joinho de volta né, fazer o quê.
Parte 2
Cliente Amo-Big-Mas-Venho-Aqui
Auto-explicativo. Causam uma vontade incontrolável de empanar o próprio órgão sexual em areia e pó de vidro pra comer o CU dos miseráveis. Se no Big é mais barato, se a sacola lá é melhor, se os caixas são mais educados, se o sistema lá é mais rápido, se as verduras são mais bonitas, se o estacionamento é melhor, então o que diabos você está fazendo no Angeloni, pederasta dos infernos?/!1/!?!? Atravessa a porra dessa rua e vai pro Big! Imbecil! Mas atravessa de olhos fechados e a passos lentos, pra ver se uma Kombi encerra essa tua existência patética.
Cliente Estrangeiro
Esse divide-se em dois tipos: o de verdade e o por acidente. Os de verdade costumam vir do Uruguai, Chile ou Argentina [embora ontem eu tenho atendido uma italiana que falava "va bene"], gastam bastante, se batem pra contar as notas e sempre levam de presente um desajeitado "gracias, buenas noches" meu. Os estrangeiros por acidente são cidadãos genuinamente brasileiros, que por desgraça divina nasceram sem a capacidade de exprimir palavras coerentes e audíveis. Pode ser um dom também, porque muitas vezes eu gostaria de não saber falar, pra não ter que dizer coisas desgradáveis dos outros. Mas eles entram no rol porque geram estresse quando eu pergunto "crédito ou débito?", recebo um "grwargh" como resposta, passo no crédito e tenho que cancelar o cupom porque grwargh, na língua dele, significa débito.
Cliente Oi, seu Tim tá Vivo? Claro!
Coloco aqui não por serem irritantes [embora alguns sejam], mas por serem uma espécie curiosa e bizarra. Eles vêm empurrando o carrinho ou carregando a cestinha com uma mão, e na outra o celular, colado na orelha. E aí começa o talk show on mute. Eu faço gestos que na língua corporal universal significam "boa tarde, tem cartão Angeloni, senhor(a)?", e eles fazem caretas engraçadas e me dão o cartão. Colocam umas coisas na esteira, páram pq se empolgam com a conversa, voltam a colocar, eu acabo de passar tudo e fico olhando pro cliente, pra tela aonde está o valor total da compra e pro cliente de volta. Essa parte é meio desesperadora, ele atrapalha-se pra abrir a carteira e falar ao mesmo tempo, e normalmente acaba jogando um bolo de notas ou um cartão. E voltamos ao dilema da criação: crédito ou débito? Eu escrevo em um papel "cred deb" e mostro a ele. Ele emudece por um instante ao telefone, obviamente impressionado com minha sagacidade, e faz um xis ou aponta a opção escolhida. Nem todo método é perfeito: um dos clientes pegou o papel, a caneta e ficou fazendo vários círculos em volta do "deb". Não o culpo, rabiscar enquanto fala ao telefone é algo que todo mundo já fez. Coloco tudo nas sacolas e eles se despedem com um joinha aliviado e um meio sorriso. Eu joinho de volta né, fazer o quê.
Parte 1
Cliente Possessivo Psicótico - Esse tipo provoca uma raiva estranha, daquelas que dá vontade de esbofetear alguém gritando "PÁRA DE SER BURRO, SUA ANTA!". Ele coloca as coisas na esteira enquanto eu acabo de passar as últimas coisas do outro cliente. A esteira faz o que é inerente a toda esteira, ou seja, ela ANDA. SE MEXE. Traz as compras pra perto de mim [ounn venha a mim, querido frango congelado]. O que é que esse acéfalo faz? AGARRA A PORRA DAS COMPRAS como se eu fosse atirá-las no chão e cuspir em cima praguejando. Fica colocando os pacotes pra trás, inutilmente porque a esteira puxa tudo de volta NO MESMO INSTANTE. Cara, é simplesmente enlouquecedor ver alguém agindo dessa forma. É como ver alguém fazendo um castelo na parte de areia dura e molhada, aí vem uma onda a cada 10 segundos e desmancha, e a pessoa faz de volta e GAHRGRAHGGAHR. Ou então, fica com aquela cara de desconfiado/brabo, com uma mãozona entre as compras do outro cliente e as suas, e histericamente avisa que "ESSE ARROZ AQUI JÁ É MEU, MOÇO! Õ__Ó". Gostaria que todos fossem levados pra um campo de concentração na Sibéria e forçados a secar gelo com flanelas até o fim da vida. E estuprados também porque eles me dão muita, mas muita raiva. Argh.
Cliente Rebelde - O mercado é seu pior inimigo. Ele procura incansavelmente produtos com preço não-declarado na gôndola, ou produtos com dois preços diferentes, porque "é direito dele pagar o mais barato não importa qual seja o preço no código de barras". Tudo é direito dele, aliás. Provavelmente pensa que ir ao mercado e tocar o terror lá dentro é um direito assegurado por lei. Ele pede mais sacolas porque "está pagando e pode pegar quantas quiser". Ele faz questão de entregar o cheque sem assinar, na ânsia doentia de que algum operador inexperiente peça pra assinar antes de preencher. Aí ele se erguerá e vociferará "EU SÓ ASSINO DEPOIS DE PREENCHIDO!", como se fizesse qualquer diferença, vai ter que assinar mesmo. A não ser que ele imagine que eu vá pegar o cheque em branco assinado e sair correndo do meu caixa, ali no meio do mercado mesmo, pra gastar tudo no shopping. Só de lembrar desse tipo de situação, aqui enquanto escrevo, começo a babar de raiva incontrolavelmente. Gostaria que todos fossem submetidos a trinta e seis dias de trabalho no Angeloni, num caixa especial, que atenderia apenas ex-operadores de caixa [a fins de vingança, mwehehe] e quaisquer pessoas que tivessem algum tipo de direito a reivindicar. Olho por olho, dente por dente, a melhor justiça que existe.
Cliente Gozadão - Esse é o que acorda, dá um beijinho de bom-dia no Bozo e vai pro mercado. São os grandes comediantes que fazem do nosso dia algo muito mais risível, com piadas do tipo "ah já sei! sua mãe tava vendo sessão da tarde, e te colocou esse nome! :D" ou "você é primo do Bryan Adams? :DD" ou "que caro esse pão hein! é de ouro? :DDD" ou ainda "esse chuchu tá barato pra chuchu! [jesus me ajude, até isso já me falaram] :DDDDD" Pois então, no caixa infelizmente me é vetada a opção de resposta, mas aqui eu escrevo o que quero, então eu responderia mais ou menos assim: "Bryan era o personagem de um livro que meu pai gostava. Se dependesse da Sessão da Tarde eu me chamaria Daniel-san ou Didi Mocó. Sai daqui de uma vez José, inveja é feio ;D" ou "se todos os primos tivessem nomes iguais, o mundo inteiro se chamaria Abraão e Samira, ou qualquer merda assim" ou "o pão não é de ouro, você que é favelado mesmo ;x" ou ainda "meu, essa do chuchu foi tão ruim que eu nem sei o que responder. sai logo daqui, nem precisa pagar, só vai embora". Quem me dera poder responder.
Cliente Possessivo Psicótico - Esse tipo provoca uma raiva estranha, daquelas que dá vontade de esbofetear alguém gritando "PÁRA DE SER BURRO, SUA ANTA!". Ele coloca as coisas na esteira enquanto eu acabo de passar as últimas coisas do outro cliente. A esteira faz o que é inerente a toda esteira, ou seja, ela ANDA. SE MEXE. Traz as compras pra perto de mim [ounn venha a mim, querido frango congelado]. O que é que esse acéfalo faz? AGARRA A PORRA DAS COMPRAS como se eu fosse atirá-las no chão e cuspir em cima praguejando. Fica colocando os pacotes pra trás, inutilmente porque a esteira puxa tudo de volta NO MESMO INSTANTE. Cara, é simplesmente enlouquecedor ver alguém agindo dessa forma. É como ver alguém fazendo um castelo na parte de areia dura e molhada, aí vem uma onda a cada 10 segundos e desmancha, e a pessoa faz de volta e GAHRGRAHGGAHR. Ou então, fica com aquela cara de desconfiado/brabo, com uma mãozona entre as compras do outro cliente e as suas, e histericamente avisa que "ESSE ARROZ AQUI JÁ É MEU, MOÇO! Õ__Ó". Gostaria que todos fossem levados pra um campo de concentração na Sibéria e forçados a secar gelo com flanelas até o fim da vida. E estuprados também porque eles me dão muita, mas muita raiva. Argh.
Cliente Rebelde - O mercado é seu pior inimigo. Ele procura incansavelmente produtos com preço não-declarado na gôndola, ou produtos com dois preços diferentes, porque "é direito dele pagar o mais barato não importa qual seja o preço no código de barras". Tudo é direito dele, aliás. Provavelmente pensa que ir ao mercado e tocar o terror lá dentro é um direito assegurado por lei. Ele pede mais sacolas porque "está pagando e pode pegar quantas quiser". Ele faz questão de entregar o cheque sem assinar, na ânsia doentia de que algum operador inexperiente peça pra assinar antes de preencher. Aí ele se erguerá e vociferará "EU SÓ ASSINO DEPOIS DE PREENCHIDO!", como se fizesse qualquer diferença, vai ter que assinar mesmo. A não ser que ele imagine que eu vá pegar o cheque em branco assinado e sair correndo do meu caixa, ali no meio do mercado mesmo, pra gastar tudo no shopping. Só de lembrar desse tipo de situação, aqui enquanto escrevo, começo a babar de raiva incontrolavelmente. Gostaria que todos fossem submetidos a trinta e seis dias de trabalho no Angeloni, num caixa especial, que atenderia apenas ex-operadores de caixa [a fins de vingança, mwehehe] e quaisquer pessoas que tivessem algum tipo de direito a reivindicar. Olho por olho, dente por dente, a melhor justiça que existe.
Cliente Gozadão - Esse é o que acorda, dá um beijinho de bom-dia no Bozo e vai pro mercado. São os grandes comediantes que fazem do nosso dia algo muito mais risível, com piadas do tipo "ah já sei! sua mãe tava vendo sessão da tarde, e te colocou esse nome! :D" ou "você é primo do Bryan Adams? :DD" ou "que caro esse pão hein! é de ouro? :DDD" ou ainda "esse chuchu tá barato pra chuchu! [jesus me ajude, até isso já me falaram] :DDDDD" Pois então, no caixa infelizmente me é vetada a opção de resposta, mas aqui eu escrevo o que quero, então eu responderia mais ou menos assim: "Bryan era o personagem de um livro que meu pai gostava. Se dependesse da Sessão da Tarde eu me chamaria Daniel-san ou Didi Mocó. Sai daqui de uma vez José, inveja é feio ;D" ou "se todos os primos tivessem nomes iguais, o mundo inteiro se chamaria Abraão e Samira, ou qualquer merda assim" ou "o pão não é de ouro, você que é favelado mesmo ;x" ou ainda "meu, essa do chuchu foi tão ruim que eu nem sei o que responder. sai logo daqui, nem precisa pagar, só vai embora". Quem me dera poder responder.
Estava eu lá remexendo no meu fotolog antigo, pois o assunto veio à baila durante a Páscoa e rolou uma saudadezinha. Pois acessei o bendito depois de tanto tempo longe, reli várias coisas que escrevi, e a saudadezinha passou bem rápido, ahaoiah! Era um chororô de adolescente emocore que eu vou te contar, hoje em dia é engraçado demais. Será que a vida vai ser sempre assim, e daqui a alguns anos eu vou rir dos posts daqui? Sei lá! O que interessa é que eu achei uma série de textos que eu nem lembrava que existia, onde eu descrevo em detalhes os clientes que passavam no meu caixa quando eu trabalhava no Angeloni. E eu ri pra caralho relendo, que vidinha tragicômica que eu tinha! Vou simplesmente ter que repostar aqui. Mil desculpas pra meus leitores fiéis que já leram na época do fotolog, pulem esses posts e leiam os outros! Vou dividir em partes porque o baguio é nervoso. Aí vai a parte 1 de 5:
Cliente Caipira - São aqueles pobres diabos que vêm ao Angeloni [na cidade grande] pela primeira vez [oriundos de Gaspar e Ilhota, geralmente]. Eles perguntam aonde estão as coisas no mercado, têm MEDO da esteira rolante ou ficam brincando pateticamente com ela, sentem-se ofendidos quando você solicita o cartão Angeloni ["maz eu kero pagá em dinhero!" - "senhor, o cartão é só para pontuar as compras" - "bahhh esses ponto não valem de nada"], têm centenas de crias ranhentas e pedem "sacola reforçada porque vão andar 6 quilômetro a pé". Desses, sinto pena, apesar de várias vezes me levarem à exasperação. Gostaria que todos voltassem pra roça e continuassem a fazer compras na quitanda.
Cliente Noob - Aquele que não sabe de nada. Pergunta se as verduras são pesadas no caixa, pergunta o dia da fatura do cartão, pergunta como é que se usa o cartão, pergunta pra quantos dias fica o cheque, pergunta se não tem ninguém pra ajudar a ensacolar, pergunta até que horas fica aberto, pergunta como se pronuncia meu nome, enfim, é um PORRE. Gostaria que todos ficassem de lado ou perambulando pelo mercado, olhando as pessoas normais e espertas fazerem compras, pra ver se aprendem alguma coisa.
Cliente Autista - Estaciona o carrinho, mas antes pergunta se o caixa vai fechar [mesmo que eu esteja com a luz acesa, portão aberto e sentado no caixa com a cara mais óbvia de venham-a-mim-clientes-amados. Não responde ao boa-tarde/noite. Joga o cartão na esteira. Coloca os produtos todos amontoados. Ensacola-os todos antes de efetuar o pagamento, seguindo um padrão absurdo conhecido apenas por ele mesmo ["não não, esse leite de coco não pode ir junto com o molho de tomate. é melhor aqui com a ração do cachorro"]. Na hora de pagar, usa cartão de débito e cobre o teclado com as mãos para que NINGUÉM veja sua senha. Confere a nota fiscal ITEM POR ITEM, soma o valor, conforma-se e vai embora sem responder ao meu "obrigado e uma boa tarde-noite para o senhor". Gostaria que todos fossem enclausurados num quarto hermeticamente fechado, com o chão encharcado de tíner e alvejante pra cheirar até jorrar sangue do nariz e ouvidos.
Cliente Caipira - São aqueles pobres diabos que vêm ao Angeloni [na cidade grande] pela primeira vez [oriundos de Gaspar e Ilhota, geralmente]. Eles perguntam aonde estão as coisas no mercado, têm MEDO da esteira rolante ou ficam brincando pateticamente com ela, sentem-se ofendidos quando você solicita o cartão Angeloni ["maz eu kero pagá em dinhero!" - "senhor, o cartão é só para pontuar as compras" - "bahhh esses ponto não valem de nada"], têm centenas de crias ranhentas e pedem "sacola reforçada porque vão andar 6 quilômetro a pé". Desses, sinto pena, apesar de várias vezes me levarem à exasperação. Gostaria que todos voltassem pra roça e continuassem a fazer compras na quitanda.
Cliente Noob - Aquele que não sabe de nada. Pergunta se as verduras são pesadas no caixa, pergunta o dia da fatura do cartão, pergunta como é que se usa o cartão, pergunta pra quantos dias fica o cheque, pergunta se não tem ninguém pra ajudar a ensacolar, pergunta até que horas fica aberto, pergunta como se pronuncia meu nome, enfim, é um PORRE. Gostaria que todos ficassem de lado ou perambulando pelo mercado, olhando as pessoas normais e espertas fazerem compras, pra ver se aprendem alguma coisa.
Cliente Autista - Estaciona o carrinho, mas antes pergunta se o caixa vai fechar [mesmo que eu esteja com a luz acesa, portão aberto e sentado no caixa com a cara mais óbvia de venham-a-mim-clientes-amados. Não responde ao boa-tarde/noite. Joga o cartão na esteira. Coloca os produtos todos amontoados. Ensacola-os todos antes de efetuar o pagamento, seguindo um padrão absurdo conhecido apenas por ele mesmo ["não não, esse leite de coco não pode ir junto com o molho de tomate. é melhor aqui com a ração do cachorro"]. Na hora de pagar, usa cartão de débito e cobre o teclado com as mãos para que NINGUÉM veja sua senha. Confere a nota fiscal ITEM POR ITEM, soma o valor, conforma-se e vai embora sem responder ao meu "obrigado e uma boa tarde-noite para o senhor". Gostaria que todos fossem enclausurados num quarto hermeticamente fechado, com o chão encharcado de tíner e alvejante pra cheirar até jorrar sangue do nariz e ouvidos.
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