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RAWWRGH! Tô com o capeta no corpooo! Chegou a sexta-feira, adeus trabalhos malditos, tô com dor de cabeça mas tá tudo legalz, deve ser por causa do jeito que eu fui acordado. Cafezinho com leitinho numa xícara e biscoitinho do lado? Não. Pássaros cantando, luz do sol filtrada pela janela aos pouquinhos? Necas. ET e Rodolfo buzinando? Quase. Minha mãe me acorda todo santo dia pelas 7 e meia, pra usar minha mão-de-obra escrava, e a linha de pensamento dela é assim: "ai, tadinho do meu filhinho acordar cedo, vou deixar ele dormir bem bastante! Aí quando eu estiver toda atrasada, eu acordo ele com muito pânico e desespero!" Resultado, mãe gritando e eu acordando assim:



Aí, completamente grogue e desnorteado, visto a primeira peça de roupa que eu encontro e saio correndo que nem um bombeiro pra ajudar essa véia a fazer tudo em tempo. É adrenalina que não acaba mais! Aiai. Mas mudando de assunto: Quem quer conhecer os malditos trabalhos que me deixaram a semana toda querendo mastigar meu próprio pinto de raiva? Ninguém né? Mas vou postar mesmo assim, se eu aguentei, todos aguemtaräõ! Segunda-feira: xilogravura, já foi, tá ali no post anterior. Terça, texto do Franzoi e resumo do Roy, vou postar o texto na íntegra aqui abaixo pra vocês verem se ficou legal! Leiam com atenção okaaay, pessoal?

RRRÁ! Até parece! Minha vontade é imprimir de novo esses trabalhos só pra limpar o nariz e a bunda com eles, ódio mortal dessa porraaa! Na quarta, foi os desenhos da Marília, todos eles já foram postados em alguma época por aqui. Maaas teve também o da Rita, que por mais trabalho que tenha dado, foi o mais legal de fazer! A pira era trabalhar com preto e branco nos dois quadrinhos de cima e colorido nos de baixo, tudo com pontilhismo. Contemplai minha linda obra:


Uaaaau! Primeiro quadro, todo o dinamismo e criatividade de um... cubo. Foda hein? Desenho avançado sempre foi meu forte, eu sei! O segundo, uma forma inédita, groundbreaking, loucura e piração: uma eeeeeespiral! Pensam que é só isso? Tem muito mais! O terceiro é um ataque de cores, lasers assassinos que vão fritar sua sanidade, terror e apoplexia, salve-se quem puder desse desenho horrível! É difícil escolher pra que direção correr, os lasers apontam para TODAS! Aaaaahhhhh! E no quarto quadro, finalmente algo que prestou:


Diamond King!

Tudo graças à idéia regozijante de minha linda amiga Amanda, beijo gata! ;* [adoro esse meu jeito Faustão de ser, mandando abraço e beijo pra galera do nada, ahahoiha!] Só podia usar as três cores básicas mais o preto, e eu nunca tinha reparado que as cartas da família real costumam vir justamente nessas cores. Lógico que cheguei na sala me achando o próprio Andy Warhol, e é óbvio que fui massacrado pois haviam outros trabalhos cujos níveis desenhísticos eram afgahfahgafhgf. O meu do lado parecia um guardanapo riscado com giz de cera por uma criança cega e bêbada. Pra finalizar, na quinta-feira, o book de projeto da Shibata e uma prova que acabou com toda a minha moral e auto-estima, pois não só fui mal como passei cola errado, mimimi! *chora* Vou colocar o book só pra ter registrado mesmo; quem quiser olhar, faça um favor a si mesmo e atente só ao layout, nem leia o texto que é uma chatice mortal.




Bom diaee! Que dia aconchegante! Chuvinha massa, tô cheroso porque acabei de tomar banho, enfim, muito luxo e sofisticação! A não ser pelo fato de que eu tô quase me partindo em dois de ansiedade e a ponto de ir ali na vila fumar um crack pra ver se passaaa! Ahgjargjharg! Tenho quarenta e seis trabalhos da faculdade por fazer, a vida social online está agitada demais, a offline mais ainda e venho acumulando centenas de projetos inacabados. Preciso aprender a atingir o nirvana e superar coisas tolas como dormir e descansar. Mas foda-se tudo isso, esse post é pra descer o cacete na mais nova namoradinha da internet: Susan Fucking Boyle.

Jóinha pessoar! I DRRRREAMED A DRRRRREAM IN TIME GON BÁAAAAI

Eu nem ia falar disso pra não pôr lenha na fogueira, mas é que não posso mais guardar esse ódio no peru. Na verdade, não quero nem descontar tudo na véia. A fonte da minha raiva toda é por conta desse escândalo em torno de Susaninha. Em primeiro lugar: por quê? Óh jesus, por quê? Qual é o motivo desse frisson absurdo? Não venha me dizer que é por causa do talento, tem milhares de vídeos de audições de Ídolos e afins com gente tão talentosa quanto ela, que não viraram essa febre. É porque ela é uma caipira velha e feia que nem um raio? Lóóógico que sim! Então quer dizer, quando gente feia sabe cantar, é mais legal e emocionante? Eu imagino como ela se sente, coitada. "Uai, tô fasendo artos sucesso nas parada, mai por que tá todo mundo ispantado desse geito? Ahh é purque eu sô véia e bigoduda, vish que bad tripe heim". Eu me senti até mal vendo a âncora do Today Show entrevistar ela, parecia que tava falando com um doente mental, sério. Aí nego vem me dizer que é "emocionante", "uma lição de vida". Eu escutei hoje a mulher do Bom Dia Brasil dizer "mesmo com a pressão do público, nossa heroína épica não se intimidou". HEROÍNA ÉPICA? Heroína épica é o que tu injetou antes de ir trabalhar né gata, me vende um pouco que eu também quero pirar! Affe né véi. Resumindo: ela tem talento? Sim, tem muito talento, canta pra cacete. Merece essa loucura toda? Nem de longe. Nada pessoal, Suzy, just sayin'.

Parte 1
Parte 2
Parte 3
Parte 4

Cliente Analista de Sistemas e Tecnologia

Buscando uma interação cada vez mais profunda com o mercado, num óbvio experimento de branding [Sem Logo também é cultura], há clientes que procuram esclarecer nossas pífias existências de operador de caixa com seu conhecimento atrevido e profundo das tecnologias mercadológicas atuais. Trocando em miúdos, esse é aquele que gosta de dar palpite na porcaria que chamamos singelamente de “sistema”.
- O que foi, tem algum problema no meu cartão?
- Nem, esse pinpad que é meio ruim mesmo =| *esfregando cartão de crédito furiosamente na máquina*
- Ahnn... O sistema daqui também é meio devagar né?
- É porque o mercado está cheio senhor, aí ocorre um congestionamento ¬¬
- No Big é mais rápido, acho que eles usam Linux lá... [é é, fiiica quieto]
- Humm sei não hein... aqui pronto passou o cartão de crédito brigado boa noite tchaaaaau próximo! =|


Cliente Filthy Rich

Esse não causa um ódio específico, apesar de muitas vezes ser arrogante. O grande problema com ele é que ele é PODRE de rico, e eu sou PODRE de invejoso. Alguns ganham, só de Vale Alimentação, 1000 reais. O DOBRO do meu salário só pra comprar a lingüiçinha e o chocolate suíço de todo mês. Nessas horas eu assumo uma carranca socialista e passo as compras enquanto reflito sobre a distribuição estapafúrdia de renda do mundo capitalista atual, limpando eventualmente a baba de raiva que escorre sem querer ao pensar naqueles malditos sentados em um escritório 5 horas por dia e ganhando 3 vezes mais.


Cliente FILHO DE UMA PUTA

O último da série. Esse mala, desgraçado, miserável, reúne as piores características dos outros tipos todos: é um grosso(a) mal-comido(a) dos infernos, não cumprimenta, não sorri, fica brabo se eu pergunto sobre o cartão Angeloni [“não tenho e não vou fazer nunca na minha vida!”], joga as coisas na esteira desordenadamente, reclama dos preços e das sacolas, paga em cheque, reclama da demora pra verificar a procedência do mesmo e diz que o mercado é uma porcaria. Finalmente, faz uma das coisas mais LAZARENTAS que uma pessoa pode fazer com um operador de caixa: FICA OLHANDO ENQUANTO EU EMBALO TODAS AS COMPRAS. Não existe NENHUM jeito de deixar um operador mais brabo do que este tipo de atitude mesquinha e desprezível. Esse por mim podia ser estuprado, chicoteado e jogado numa fogueira, acesa. Eu assistiria comendo pipoca com nescau.


E aqui chega ao fim essa série, onde todos puderam conhecer a fundo as situações que um pobre operador de caixa é obrigado a enfrentar. Se pá vou escrever uma sobre as loucuras de uma loja de celulares/assistência técnica, assim que vier inspiração...

Parte 1
Parte 2
Parte 3



Cliente No Limite

Bastante irritante no geral, essa espécie de comprador chega ao caixa e anuncia tolamente: "moço, não pode passar de trinta reais". Minha língua e lábios movimentam-se rapidamente para articular a frase "E eu com isso? Vai tomar no meio do teu cu =]", mas são contidos pela moral e bons costumes arraigados na minha educação. E aí começa a palhaçada. Essa gilete vai, essa mandioca não vai, será que com esse açucareiro passa de trinta? Sem falar que essa estirpe [que por sinal, não vingará, e isso é uma piada semi-interna] costuma vir armada das mais bisófilas e morféticas formas de pagamento, estilo "olha moço tu passa dezesseis reais no cartão de débito, cinco no ticket alimentação e o resto te dou em moedinha que eu tenho aqui". Wtf mesmo...

Cliente Beesha

Ai querida, joga mais purpurina porque ele chegou. Chamar todos de beesha tem seu lado preconceituoso, porque no meu caixa já passou bichona louca, gay, homossexual, biba e outras categorias afrescalhadas. A bichona louca compra comida e bebida pra fazer fextinha, é escandalosa e tosca. O gay é a bicha chique, que faz-se notar pela voz ligeiramente afeminada e aparência. Normalmente tá acompanhado [de um amigo, LÓGICO]. Pra falar a verdade, o número de casais gays me supreende na verdade: passa pelo menos um por semana. Eles compram coisas abertamente viadas, como um casal que comprou um jarrão de creme de massagem, TRÊS bisnagas de lubrificante e diversas camisinhas, texturizadas e agradáveis ao paladar. E uma garrafa de vinho pra desbaratinar. O homossexual é o enclausurado, que não saiu do armário mas transparece em alguns trejeitos [eu owno linguagem corporal, por isso eu sei. procure não se mexer muito perto de mim porque vou ler suas emoções e pensamentos através de seus gestos e postura, e chantageá-lo pra obter dinheiro] que entregam sua boiolice. Ele compra... sei lá o que ele compra. Chega de falar desses putos também.

Cliente Criança Burra

Curto e grosso esse porque nem tem muito o que falar. São aqueles filhotes de cruz-credo que vêm encher o saco sozinhos ou acompanhados dos pais. Apertam botão que não pode, perguntam de tudo, derrubam comida, fedem, choram, enfim, existem e atrapalham de qualquer forma. Tem criança que cisma em me entregar, na mão, cada item da comprinha do papai. Minha velocidade de atendimento cai de 3 itens por segundo pra 5 itens por minuto, o pai faz cara feia pra mim por ser lerdo e manda beijinho pra criança mongolóide, e eu imagino em silêncio os dois sendo abusados sexualmente por uma família de gorilas no cio. Pior foi uma antinha que uma vez chegou no meu caixa e largou um bombom. Aí eu "tu quer esse bombom? =D [ainda sendo simpático]". Ela "uhum :3" Aí eu passei o bombom. Beep. "Quarenta e quatro centavos." "Ah, mas eu não tenho dinheiro! \o\ *sai correndo*". E me deixa ali, com o bombom na mão. Antes fosse uma granada.

Parte 1
Parte 2


Cliente Amo-Big-Mas-Venho-Aqui

Auto-explicativo. Causam uma vontade incontrolável de empanar o próprio órgão sexual em areia e pó de vidro pra comer o CU dos miseráveis. Se no Big é mais barato, se a sacola lá é melhor, se os caixas são mais educados, se o sistema lá é mais rápido, se as verduras são mais bonitas, se o estacionamento é melhor, então o que diabos você está fazendo no Angeloni, pederasta dos infernos?/!1/!?!? Atravessa a porra dessa rua e vai pro Big! Imbecil! Mas atravessa de olhos fechados e a passos lentos, pra ver se uma Kombi encerra essa tua existência patética.

Cliente Estrangeiro

Esse divide-se em dois tipos: o de verdade e o por acidente. Os de verdade costumam vir do Uruguai, Chile ou Argentina [embora ontem eu tenho atendido uma italiana que falava "va bene"], gastam bastante, se batem pra contar as notas e sempre levam de presente um desajeitado "gracias, buenas noches" meu. Os estrangeiros por acidente são cidadãos genuinamente brasileiros, que por desgraça divina nasceram sem a capacidade de exprimir palavras coerentes e audíveis. Pode ser um dom também, porque muitas vezes eu gostaria de não saber falar, pra não ter que dizer coisas desgradáveis dos outros. Mas eles entram no rol porque geram estresse quando eu pergunto "crédito ou débito?", recebo um "grwargh" como resposta, passo no crédito e tenho que cancelar o cupom porque grwargh, na língua dele, significa débito.

Cliente Oi, seu Tim tá Vivo? Claro!

Coloco aqui não por serem irritantes [embora alguns sejam], mas por serem uma espécie curiosa e bizarra. Eles vêm empurrando o carrinho ou carregando a cestinha com uma mão, e na outra o celular, colado na orelha. E aí começa o talk show on mute. Eu faço gestos que na língua corporal universal significam "boa tarde, tem cartão Angeloni, senhor(a)?", e eles fazem caretas engraçadas e me dão o cartão. Colocam umas coisas na esteira, páram pq se empolgam com a conversa, voltam a colocar, eu acabo de passar tudo e fico olhando pro cliente, pra tela aonde está o valor total da compra e pro cliente de volta. Essa parte é meio desesperadora, ele atrapalha-se pra abrir a carteira e falar ao mesmo tempo, e normalmente acaba jogando um bolo de notas ou um cartão. E voltamos ao dilema da criação: crédito ou débito? Eu escrevo em um papel "cred deb" e mostro a ele. Ele emudece por um instante ao telefone, obviamente impressionado com minha sagacidade, e faz um xis ou aponta a opção escolhida. Nem todo método é perfeito: um dos clientes pegou o papel, a caneta e ficou fazendo vários círculos em volta do "deb". Não o culpo, rabiscar enquanto fala ao telefone é algo que todo mundo já fez. Coloco tudo nas sacolas e eles se despedem com um joinha aliviado e um meio sorriso. Eu joinho de volta né, fazer o quê.

Esse é um post idiotinha, onde vou descarregar toda a minha frustração com um assunto que nem é tão relevante assim. É possível, caro leitor, que ele lhe cause bocejos e indiferença, ambos em velocidade 5. Se esse for o caso, pule pro final e veja a Demizinha detonando todas. Vamos ao fato: nos foi proposto ler o livro Notas Para uma História do Design, de Pedro Luiz Pereira de Souza, e fazer um resumo do mesmo, dentro da matéria de Introdução ao Design. Peguei na biblioteca e comecei a ler. Li a introdução. Parei, cocei a cabeça, olhei em volta. Reli a introdução. Franzi o cenho. Reli parágrafo por parágrafo em voz baixa, delineando cada frase lentamente. E não entendi porcaria nenhumaaaaaa! FFFFFFFFFFFUUUUUU! Gu e Dedy fizeram o teste também, e não deixam mentir.

De boa, não quero fazer a que se acha nem nada, mas eu sou um bom leitor. Sei interpretar, contextualizar e compartimentar o que eu leio, já que ler é uma das minhas especialidades, desde pequeno. Mas essa introdução, meuzamigo, é pura física do petrefiolismo pra mim. Vai aí um trecho do pepino, só pra ter uma idéia:

"[...] no final do século XIX e neste século, o debate entre as relações entre arte e indústria, ou arte e técnica, incidiu fortemente sobre a evolução da arquitetura moderna e que, por sua vez, essa evolução condicionou esse debate."

Taí uma contradição que me deixa confuso e desanimado. Como assim? Se a evolução condicionou o debate, como o debate pôde incidir na evolução? AHGRHGAWGUHR! Mais pra frente, o texto se desenrola um pouco, mas os conceitos continuam nebulosos. Me arrasto até a página 40 pra ler uns bagulho desses:

"Os futuristas italianos preferiram uma recusa às artes. Mas em essência, acabaram adotando uma postura plástico-formalista semelhante à de Le Corbusier."

Nas páginas seguintes me caem sobre a cabeça termos como neo-esteticismo, construtivismo e progressivismo. Meu ponto é: a matéria se chama Introdução ao Design. Nós somos uma turma de calouros, ou seja, 90% de nós provavelmente sabem muito pouco ou quase nada sobre design, e eu me incluo nessa margem. Eu não faço a mínima idéia do que é futurismo, ou plástico-formalista, ou neo-esteticismo, ou construtivismo, ou progressivismo. Quer dizer, vou ter que parar a leitura toda, pesquisar e entender cada uma dessas bases de pensamento e voltar pra conseguir compreender três frases? De que adianta fazer um livreto pequeno desses então, cacete!? Eu fico puto! Não só por mim, porque se eu quiser vou lá e pesquiso e aprendo tudo na raça mermo, mas pelo resto da sala! Porque vamo combinar: dos 50 alunos, 3 ou 4 vão correr atrás e procurar saber o que significam esses termos. E assim, um bimestre vai ser todinho jogado fora, resumindo algo que nos é ininteligível. Aprendizado FAIL!


Agora vem uma nota completamente lateral e não-relacionada, e bem de mulherzinha ainda por cima ok! Estava eu browseando o perezhilton, quando me deparo com um vídeo de Demi Lovato ao vivo no programa da Ellen. Rapidamente acessei minha memória de coisas inúteis e lembrei que essa menina é aquela miguxinha dos Jonas Brothers, que fez aquele clipe altamente xarope com eles, e que passa o dia todo na MTV Hits. Decidi assistir por pura curiosidade, e bah tchê! Me surpreendi! Gostei MESMO da voz dela, primeiro sussurandinho e depois soltando a franga, achei de uma luxúria inegável. Bem melhor que aquela porca da Miley Cyrus, que canta com o septo nasal em vez da boca, mas nem vou começar com essa polêmica aqui né! Então assistão:


Parte 1


Cliente Possessivo Psicótico - Esse tipo provoca uma raiva estranha, daquelas que dá vontade de esbofetear alguém gritando "PÁRA DE SER BURRO, SUA ANTA!". Ele coloca as coisas na esteira enquanto eu acabo de passar as últimas coisas do outro cliente. A esteira faz o que é inerente a toda esteira, ou seja, ela ANDA. SE MEXE. Traz as compras pra perto de mim [ounn venha a mim, querido frango congelado]. O que é que esse acéfalo faz? AGARRA A PORRA DAS COMPRAS como se eu fosse atirá-las no chão e cuspir em cima praguejando. Fica colocando os pacotes pra trás, inutilmente porque a esteira puxa tudo de volta NO MESMO INSTANTE. Cara, é simplesmente enlouquecedor ver alguém agindo dessa forma. É como ver alguém fazendo um castelo na parte de areia dura e molhada, aí vem uma onda a cada 10 segundos e desmancha, e a pessoa faz de volta e GAHRGRAHGGAHR. Ou então, fica com aquela cara de desconfiado/brabo, com uma mãozona entre as compras do outro cliente e as suas, e histericamente avisa que "ESSE ARROZ AQUI JÁ É MEU, MOÇO! Õ__Ó". Gostaria que todos fossem levados pra um campo de concentração na Sibéria e forçados a secar gelo com flanelas até o fim da vida. E estuprados também porque eles me dão muita, mas muita raiva. Argh.


Cliente Rebelde - O mercado é seu pior inimigo. Ele procura incansavelmente produtos com preço não-declarado na gôndola, ou produtos com dois preços diferentes, porque "é direito dele pagar o mais barato não importa qual seja o preço no código de barras". Tudo é direito dele, aliás. Provavelmente pensa que ir ao mercado e tocar o terror lá dentro é um direito assegurado por lei. Ele pede mais sacolas porque "está pagando e pode pegar quantas quiser". Ele faz questão de entregar o cheque sem assinar, na ânsia doentia de que algum operador inexperiente peça pra assinar antes de preencher. Aí ele se erguerá e vociferará "EU SÓ ASSINO DEPOIS DE PREENCHIDO!", como se fizesse qualquer diferença, vai ter que assinar mesmo. A não ser que ele imagine que eu vá pegar o cheque em branco assinado e sair correndo do meu caixa, ali no meio do mercado mesmo, pra gastar tudo no shopping. Só de lembrar desse tipo de situação, aqui enquanto escrevo, começo a babar de raiva incontrolavelmente. Gostaria que todos fossem submetidos a trinta e seis dias de trabalho no Angeloni, num caixa especial, que atenderia apenas ex-operadores de caixa [a fins de vingança, mwehehe] e quaisquer pessoas que tivessem algum tipo de direito a reivindicar. Olho por olho, dente por dente, a melhor justiça que existe.

Cliente Gozadão - Esse é o que acorda, dá um beijinho de bom-dia no Bozo e vai pro mercado. São os grandes comediantes que fazem do nosso dia algo muito mais risível, com piadas do tipo "ah já sei! sua mãe tava vendo sessão da tarde, e te colocou esse nome! :D" ou "você é primo do Bryan Adams? :DD" ou "que caro esse pão hein! é de ouro? :DDD" ou ainda "esse chuchu tá barato pra chuchu! [jesus me ajude, até isso já me falaram] :DDDDD" Pois então, no caixa infelizmente me é vetada a opção de resposta, mas aqui eu escrevo o que quero, então eu responderia mais ou menos assim: "Bryan era o personagem de um livro que meu pai gostava. Se dependesse da Sessão da Tarde eu me chamaria Daniel-san ou Didi Mocó. Sai daqui de uma vez José, inveja é feio ;D" ou "se todos os primos tivessem nomes iguais, o mundo inteiro se chamaria Abraão e Samira, ou qualquer merda assim" ou "o pão não é de ouro, você que é favelado mesmo ;x" ou ainda "meu, essa do chuchu foi tão ruim que eu nem sei o que responder. sai logo daqui, nem precisa pagar, só vai embora". Quem me dera poder responder.

Estava eu lá remexendo no meu fotolog antigo, pois o assunto veio à baila durante a Páscoa e rolou uma saudadezinha. Pois acessei o bendito depois de tanto tempo longe, reli várias coisas que escrevi, e a saudadezinha passou bem rápido, ahaoiah! Era um chororô de adolescente emocore que eu vou te contar, hoje em dia é engraçado demais. Será que a vida vai ser sempre assim, e daqui a alguns anos eu vou rir dos posts daqui? Sei lá! O que interessa é que eu achei uma série de textos que eu nem lembrava que existia, onde eu descrevo em detalhes os clientes que passavam no meu caixa quando eu trabalhava no Angeloni. E eu ri pra caralho relendo, que vidinha tragicômica que eu tinha! Vou simplesmente ter que repostar aqui. Mil desculpas pra meus leitores fiéis que já leram na época do fotolog, pulem esses posts e leiam os outros! Vou dividir em partes porque o baguio é nervoso. Aí vai a parte 1 de 5:


Cliente Caipira - São aqueles pobres diabos que vêm ao Angeloni [na cidade grande] pela primeira vez [oriundos de Gaspar e Ilhota, geralmente]. Eles perguntam aonde estão as coisas no mercado, têm MEDO da esteira rolante ou ficam brincando pateticamente com ela, sentem-se ofendidos quando você solicita o cartão Angeloni ["maz eu kero pagá em dinhero!" - "senhor, o cartão é só para pontuar as compras" - "bahhh esses ponto não valem de nada"], têm centenas de crias ranhentas e pedem "sacola reforçada porque vão andar 6 quilômetro a pé". Desses, sinto pena, apesar de várias vezes me levarem à exasperação. Gostaria que todos voltassem pra roça e continuassem a fazer compras na quitanda.


Cliente Noob - Aquele que não sabe de nada. Pergunta se as verduras são pesadas no caixa, pergunta o dia da fatura do cartão, pergunta como é que se usa o cartão, pergunta pra quantos dias fica o cheque, pergunta se não tem ninguém pra ajudar a ensacolar, pergunta até que horas fica aberto, pergunta como se pronuncia meu nome, enfim, é um PORRE. Gostaria que todos ficassem de lado ou perambulando pelo mercado, olhando as pessoas normais e espertas fazerem compras, pra ver se aprendem alguma coisa.


Cliente Autista - Estaciona o carrinho, mas antes pergunta se o caixa vai fechar [mesmo que eu esteja com a luz acesa, portão aberto e sentado no caixa com a cara mais óbvia de venham-a-mim-clientes-amados. Não responde ao boa-tarde/noite. Joga o cartão na esteira. Coloca os produtos todos amontoados. Ensacola-os todos antes de efetuar o pagamento, seguindo um padrão absurdo conhecido apenas por ele mesmo ["não não, esse leite de coco não pode ir junto com o molho de tomate. é melhor aqui com a ração do cachorro"]. Na hora de pagar, usa cartão de débito e cobre o teclado com as mãos para que NINGUÉM veja sua senha. Confere a nota fiscal ITEM POR ITEM, soma o valor, conforma-se e vai embora sem responder ao meu "obrigado e uma boa tarde-noite para o senhor". Gostaria que todos fossem enclausurados num quarto hermeticamente fechado, com o chão encharcado de tíner e alvejante pra cheirar até jorrar sangue do nariz e ouvidos.

whate is de brodeehr

Ah véi. Eu tava indeciso se postava essa tosquera aqui ou não, porque além de ser OLD é muito ruim. Mas essa música infernal e seu samplerzinho besta não saem mais da minha cabeça. Então amaldiçoarei a todos com essa nobre canção. Com vocês, Ednaldo Pereira estrelando What is the brother:



A introdução super metalinguística mostra Ednaldo ligando uma televisão, devidamente encarapitada em seu rack que veio de brinde das Casas Bahia, e na telinha aparece quem? O próprio! Uma pira LOUCA. Ele nos cativa logo de cara, pois é de um carisma magnetizante o olhar de Ednaldo. Nosso rei se apresenta e fala um pouco de sua vida e carreira, intercalando as informações com uma careta que parece alguém tentando chorar, gritar e rir ao mesmo tempo. Ele mora no distrito de Cachoeira dos Guedes, município de Guarabira, cidade... acendida? assim dita? acém pica? Não consigo entender. Mas fica no ishtado da Paraíba. "Tenho mais de um CD gravado [AHAHAHA não agoeento! mais de um CD é quanto? Um CD e dois singles?], tenho, *acena afirmativamente com a cabeça* clips,

...e aí corta pra cena da rua que ninguém aguenta mais essa tortura. Aqui vemos diversos personagens de Cachoeira dos Guedes em flashes, só gente bonita, e Ednaldo atravessa a feira como um furacão, entoando o brado "uáte is de bródehr, uáte is de bródehr, uma fratéhrnidaaadi". Close no mendigo rastafari, e aí corta pra onde? Pro ASILO, É LÓGICO! Os velhinhos, aterrorizados, nem esboçam reação. Estão congelados de medo. Ednaldo logo aparece com seus óculos, brilhando como um diamante, numa geração mahr-can-ti. Close na velharada com cara de nemri. Corta pra Ednaldo SALTITANDO em volta da estátua de Padre Cícero ou sei lá quem é esse santo. "A caridadi a sérviçu da bondadi". Close na estátua fazendo joinha. Corta pro lixão. Ednaldo se acaba de dançar. Um quadrúpede não-identificado rola de costas no chão. Vítima da música, provavelmente. Ednaldo roga para que mudemos "esse sistema, de vida que de fato está, não podemos assim conTINUÁHR!". Corta pro barbeiro. O pobre rapaz não sabe onde enfiar a cara enquanto apara os 58% de cabelo que ainda restam no coco de Ednaldo, e promete a si mesmo que nunca mais vai ficar devendo favor a esse carequinha. Carequinha este que NÃO PÁRA DE CANTAR. Nem durante o corte de cabelo. "Vamos procuráahr, viver em igualDÁH-DI!" Corta pro colégio. As crianças abanam para a câmera, ao redor de Ednaldo.

Depois disso, a coisa toda descamba pra um barroco trash. Cenas de Ednaldo ao lado de cruzes, jesus ensanguentado, santos, virgens, mais cruzes, cemitério, o tecladinho martelando a mesma sequência de 5 notas da música inteira, Ednaldo beija o mamilo de Jesus ensanguentado, um lens flare corta o céu ao entardecer! De boa, só faltou uma EXPLOSÃO nessa merda. MEU QUE LIXO ESSE VÍDEO! AHAHAHA! Mas calma, preciso continuar. Ednaldo está de volta à televisão e ao aterro sanitário, os mano catador de lixo fazem umas poses de mau e o quadrúpede de antes revela ser um cãozinho, que está vivo e passa bem. E é nessa hora que o teclado decide mostrar a que veio. Segue-se um dos solos MAIS HORRENDOS que eu já escutei nessa vida, acompanhado de várias imagens repetidas, pois o responsável pela edição deve ter falecido durante o processo e alguém entrou no lugar só pra terminar a cagada. Obrigado Digivideo, fico feliz de saber que vocês produziram essa temeridade e assinaram embaixo ainda, corage.

Informática é um negócio nervoso. Vamos admitir. Não há nenhum usuário de computador/internet que nunca tenha sentido vontade de cagar sangue de tanto ódio dessa tecnologia maldita que nos escravizou. Digo escravizou porque o meu comportamento em relação a essas coisas, por exemplo, é doentio e digno de pena. Quando a internet funciona, fico ansioso e psicótico em relação a tudo que eu tenho que ler/fazer/jogar/escrever/assistir nela porque é muita coisa e nunca dá tempo. Se a internet não funciona, viro um zumbi sem propósito que vaga pela casa chutando as coisas e lendo as Tititi's e Conta Mais's que eu encontro no banheiro ou na sala. Todo o meu bom humor vai embora. Eu começo a falar sozinho [ou com o computador, se eu ainda estiver tentando resolver a treta] e reclamar de tudo que tá errado na minha vida. Sem brincadeira! Mas tem alguns erros que são recorrentes: são coisinhas pequenas, à toa, mas que sempre voltam à sua vida e te fazem querer mastigar a escrivaninha de frustração. Taí os mais clássicos na minha rotina:

I - Abri a pasta Meus Documentos. Começo a fazer aquelas transações rotineiras: deletar inutilidades, guardar downloads no lugar, cortar, copiar e colar. Aí eu colo um vídeo na pasta Meus vídeos. Não dá nada. Aperto ctrl+v de novo nessa porra. Nada ainda. Volto lá pra ver se o ctrl+c foi dado errado. O vídeo não tá lá! E agora? Lóoogico que ele já foi colado na pasta certa, mas nem deu as caras pra mostrar que tava tudo bem. É de uma insensibilidade que eu vou te contar, hein? Quer dizer, vou ter que ficar dando F5 em tudo que eu faço agora, é isso? Clicar duas vezes numa foto e dar um F5 pra ela aparecer? Me poupe!

II - O Quick Launch, essa temeridade. O nome sugere uma facilidade, uma coisa prática! Quick porque é rápido, e launch que lembra lanche que lembra comida, que é uma coisa gostosa! Oba! Rápido e gostoso então? NAH. Não mesmo. Nos três primeiros meses pós-formatação/inauguração ele vai que é um cuque: a partir daí, resolve fazer corpo mole, ficar todo branco e travar a tela, enfim, ser pau no cu mesmo.

III - Hoje acordei verborrágicooo! Tô olhando pra essa caixa de texto aqui e tá me dando um tesão loco, nossa! Vou digitar tuoooodo que eu penso, minhas ideologias, vou colocar todo o meu eu nessa caixa gostosa, que delíciaa! E me expressar! Compartilhar! Que é pra isso que serve a internet! Uaaau, deu mais de 20 linhas, que sucessoooo! Agora só falta apertar aqui em enviar e...

- Página não encontrada.
[redigindo esse parágrafo, chorei uma lágrima de pesar por todos os textos fantásticos que eu já perdi antes dessa época em que vivemos agora, onde quase tudo tem autosave. mas hoje em dia ainda perco coisas como formulários pra preencher e comentários/scraps]

IV - Você precisa entrar no MSN pra falar com seus amigues. Tá que o Photoshop, o Winamp, o Firefox, o uTorrent, um vídeo, um PDF e alguns explorers estão abertos. Mas você acha que tá tudo mara, vai dar certo. PC véio dá conta! Aí clica ali, espera logar... tá entrando... os ícones piscando alternadamente ali no relógio dão aquela afogadinha e... entrou! Num frenesi de empolgação e vontade de mostrar serviço, o MSN decide te mostrar todo mundo que tá online! Com pop-ups. Janelinhas. Que sobem uma atrás da outra, umas 37, e causam aquele lag querido que leva cinco minutos pra passar.

V - É hora de transferir arquivos! E quem é o rei da mídia removível hoje em dia, senão o nosso amigo pendrive? Mas o pendrive sofre preconceitos. Não é aceito em todos os lugares, não. De vez em quando tu enfia ele no USB e o Windows faz a fresca: "Houve um erro e o Windows não pôde identificar esse dispositivo. Tente reconectá-lo e, se não funcionar, substitua o dispositivo". Essa é a melhor parte: substitua o dispositivo. Lógico, Windows! Agora mesmo estou jogando numa tigela de inox e tacando fogo nesse meu pendrive pra comprar outro. Foda-se o que tem dentro! Foda-se se eu paguei 80 pila nele! A regra é clara: substitua o dispositivo.

Lógico que além desses, existem muitas outras safadezas pequenas, do tipo: os dois cliques parecem estar desregulados e tu nao consegue nem abrir uma pasta. Tu vai cancelar a impressão de um documento porque deu pau na impressora, e ele fica no "excluindo" pra sempre. Tu liga o computador de madrugada e ele GRITA o sonzinho inicial pro bairro todo pois você esqueceu de abaixar o volume. O computador nem liga na tua frente e quando chega na assistência, na frente do técnico, funciona como novo. FFFFFFFFFUUUUUU!

Mas uma curiosidade que eu tenho : como são nos outros OS's do mundo? Eu só uso Windows XP, então queria saber se essas coisas também acontecem no Vista ou Mac. Ou deixe nos comments alguma outra mania que te irrita dessas máquinas nojentas!