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Começando uma semana que promete ser obscenamente corrida, estol com toda a energya recarregada pelo feriadão em Curitiba que foi rules. Na sexta-feira, um ônibus desconfortável e um cigarro depois, lá estava eu com Dedy e Ma rumo ao maior antro de pecado da cidade, i.e. casa do Gu. Almoçamos às 4 da tarde e baixamos no Lucca, que em matéria de café bom e atendente simpáticonazinha, mereceu todos aqueles certificados pregados na parede! Não existe nada como a sensação cosmopolita que Curitiba passa, ainda mais em um frio onde todos se vestem lindamente e se está cercado de pessoas interessantes. À noite, a atmosfera era ébria de álcool em todas as suas formas, e jogos sem cartas ou dados. Um sábado de rehab e toca pra discoteca de novo, fueled by Campo Largo Rosado Suave que é um babado cehrto, recomendo a todos! E uma tarde bucólica de domingo acampando no gramado do estacionamento da rodoviária, por um erro de cálculo desses que acontecem quando a vida opera de formas misteriooosas.
Agora estou sentadinho aqui, confeccionando um presente de aniversário secreto e pensando em quão idiota é a vida das moscas! Tem uma daquelas verdes/azuis, que me causam um nojo enorme da porra, parada ali ao lado da lâmpada. Ela tá parada há muito tempo, o que me faz pensar, adianta viver se vai ficar plantada do lado de uma lâmpada a vida toda? Mas me acho meio mosca às vezes também, metaforicamente falando. Cacete, agora deprimi por causa de uma mosca.
E a minha cama insiste em me chamar, embora o frio dela continue a me repelir.
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dessas que vêm de madrugada e te atingem como uma gaita.
1 comentários Postado por egnyris. às 21:24É impressionante como eu perco o meu tempo tentando fabricar, inventar uma moralzinha besta! Pagar de cool é uma atitude que eu pensava ser indestacável do meu pack de personalidade, mas quando eu encontro lugar e hora pra jogar essa roupa incômoda pra longe, eu percebo como a vida pode ser descomplicada.
Situação: trote no ônibus que vem da faculdade pra São Bento.
Meu blasè interior declara [porque ele sempre fala antes de qualquer um abrir a boca]:
- Pfff trote. Isso é tosco. Eu não gosto. É palha. Nem quero. Ok vou dormir, aquele beijo.
Meu eu simples comenta:
- Ué, mas é tão fácil! Dá uma graninha e pronto, curte uma bebida, interage um pouco...
Meu blasè interior é pego desprevenido por um rosto familiar que aparece de repente, sorrindo e pedindo pra todo mundo participar porque vai ser muito legal! Meu eu simples aproveita a deixa e colabora com a graninha, então, é quase nada pô. Mas OI, -qqq, vocês querem passar batom na minha cara?
Meu blasè interior protesta, querendo impor respeito.
Um veterano bem mais forte que eu me segura na poltrona. Flau, batom na cara. Sifudeu.
A essa altura do campeonato, Meu blasè interior já murchou total e Meu eu simples tá comemorando a vitória pequena, mas simbólica. Ele acorda um dos seus melhores amigos, o Meu eu foda-se-to-cagando-bora-curtir, e esse eu vai pro corredor do ônibus, coloca uma saia de oncinha [?!]. dança Eguinha Pocotó e manda a-quele copaço de vinho pra dentro de uma vez só, para delírio completo e aprovação geral dos envolvidos.
Doeu? Nem um pouco. Já tá na hora do meu blasè interior aprender que a vida foi feita pra ser simples e fácil. Que no escuro todo gato é pardo. E que o tempo que se perde reinventando um mock-up sem graça, pra expor numa feira que ninguém vai visitar, podia ser gasto se divertindo. E crescer.
Situação: trote no ônibus que vem da faculdade pra São Bento.
Meu blasè interior declara [porque ele sempre fala antes de qualquer um abrir a boca]:
- Pfff trote. Isso é tosco. Eu não gosto. É palha. Nem quero. Ok vou dormir, aquele beijo.
Meu eu simples comenta:
- Ué, mas é tão fácil! Dá uma graninha e pronto, curte uma bebida, interage um pouco...
Meu blasè interior é pego desprevenido por um rosto familiar que aparece de repente, sorrindo e pedindo pra todo mundo participar porque vai ser muito legal! Meu eu simples aproveita a deixa e colabora com a graninha, então, é quase nada pô. Mas OI, -qqq, vocês querem passar batom na minha cara?
Meu blasè interior protesta, querendo impor respeito.
Um veterano bem mais forte que eu me segura na poltrona. Flau, batom na cara. Sifudeu.
A essa altura do campeonato, Meu blasè interior já murchou total e Meu eu simples tá comemorando a vitória pequena, mas simbólica. Ele acorda um dos seus melhores amigos, o Meu eu foda-se-to-cagando-bora-curtir, e esse eu vai pro corredor do ônibus, coloca uma saia de oncinha [?!]. dança Eguinha Pocotó e manda a-quele copaço de vinho pra dentro de uma vez só, para delírio completo e aprovação geral dos envolvidos.
Doeu? Nem um pouco. Já tá na hora do meu blasè interior aprender que a vida foi feita pra ser simples e fácil. Que no escuro todo gato é pardo. E que o tempo que se perde reinventando um mock-up sem graça, pra expor numa feira que ninguém vai visitar, podia ser gasto se divertindo. E crescer.
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Voltei pra São Bento, depois de uma noite surpresa em Joinville, um sono de treze horas e uma aula entorpecentemente banal. Tudo que eu quero é que a sexta-feira passe voando, sem nem se deixar ver. E que o fim de semana traga um tempo frio e chuvoso, pra eu poder buscar o conforto de um cachecol e um casaco bem gostoso. Talvez seja pedir demais, em inícios de Março, mas a varanda do Gu nunca cansa de me surpreender!
I could have it so much better.
What am I waiting for?
I could have it so much better.
What am I waiting for?
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