Mostrando postagens com marcador detached. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador detached. Mostrar todas as postagens

you see?


E só pra não desperdiçar um post com emuxice, vou encher de bobagens:

Ééé, mais de uma semana sem postar. Durante todo esse tempo, todo santo dia eu abria o Blogger e ficava meia hora olhando pra página de Criar postagem. É foda quando se tem uma novena inteira pra rezar, mas ninguém à sua volta quer falar de oração. Na quinta-feira passada não fui pra aula, vadio total, fiquei em casa curtindo a vida. Na sexta-feira, uma prova na qual eu descobri hoje que tirei dez, um frio digno de São Bento em Joinville, café com cigarros e amigos de sala, monumento pra beber, perguntas indiscretas. Andar de bicicleta na frente do ponto, fuga para o centro ao som de My Melody, beber maracujá no posto até esquecer o próprio nome. Dormir num futon vermelho, com o pé congelando, pensando em luvas. Acordar no sábado, tomar banho, virar gente, comer um sempre ótimo McMelt, passear por Joinville numa tarde de sol com vento frio, quem diria. Olhar pro lado e perceber que uau, a vida prega cada peça na gente. Passar o fim de tarde bebendo e comendo no boteco da esquina, andar, buscar dinheiro, voltar ao bar. Aprender que anel de latinha voa longe, e palito de dente gira na ponta do nariz. Fugir do frio em um belo Polo azul para uma casa quentinha, jogar sueca e beber vodka até ficar podre, como nos velhos tempos. Colocar os mortos e feridos pra dormir, ser acordado por eles, de madrugada, que nem um bombeiro, em um frio dominical de muitos graus negativos. Sair em uma aventura épica em busca de comida, terminar com três pastéis de mercado. Resolver ficar. Precisar ir embora. Comer o asfalto em um bólido negro pra descobrir que os ônibus acabaram, voltar ao Bangalô das Surpresas, fugir de lá e encontrar minha melhor amiga pra assistir Gossip Girl e comer até passar mal. Dormir quatro horas e voltar pra São Bento às sete da manhã, pranteando cântaros.

Encarar a segunda-feira de frente, e se arrepender disso. Atravessá-la como quem atravessa um túnel de arame farpado, pegando fogo.

Melhorar na terça-feira. Arrebanhar um WIN inesperado dizendo "espiral" em voz alta.

Quarta-feira é dia de rage, lógico. Rage total e completa. Departamento de vendas internacionais incompetente, desenho em perspectiva inexistente, ouvir sermão injusto e insolente.

Ficar em casa na quinta-feira de novo. Singing songs that could only catch the ear of the desperate.

E na sexta-feira, criar um folheto futurista, meu primeiro estêncil e fugir da aula antes dela começar, pra tomar uma garrafa de vinho, uns copos de cuba e uns goles de, sei lá, intolerância?



Tudo isso ao som de Augustana, o que faz qualquer momento da vida parecer uma season finale daquelas bem tristes que deixam um buraco no coração. Preciso de cimento pra jogar nesse buraco. Um caminhão de cimento. Nossa, tô lentamente deixando o mundo da linguagem objetiva pra trás e passando a falar só em analogias e metáforas.

through the looking glass.

way to go, McDonalds. waaaay to go.

é, eu comi um Pão Sthefanny. devo dizer que estava uma delícia babilônica.

it never calls me when I'm down, love never wanted me.

um folheto futurista falando sobre o Futurismo. porra, eu procuro sempre me afastar do pecado da soberba, mas toda vez que eu olho esta linda obra eu penso em quão awesome eu sou.

I've got troubled thoughts and the self esteem to match, what a catch.


E aí galera, o que vocês vão fazer fim de semana? Eu tô pensando em matricídio. Pegar uma faca (grande, afiada) e mandar ver. Tava tão em voga uma época aí, galera esquartejava e jogava no rio toda semana, era o must do verão! Agora já é meio last season, mas é pra isso que existe releitura né? Essa figura exprime com exatidão como eu estou mental, física e emocionalmente. Às vezes você corre, corre, e corre; mas no final, depois de ultrapassar todo mundo, torcer o pé, bater a cabeça em uma placa e ainda assim ganhar, te dão um pão com bolinho. Aí eu como né, mas bem que podia ter uma churrascada esperando.

Enfán: a vida tá na mesma, a fase de felicidade alegria arf arf passou já. Sabia que Jesus não ia deixar barato desse jeito, aquele pau no cu. Baaah, fiquei meia hora aqui pensando e cheguei à conclusão que nem quero mais escrever, vou embora. Tchal


Todo ano, quando o frio chega, ele impertinentemente me arranca da espécie de conforto mental em que eu vivo, e eu sou jogado em um mar revolto de pensamentos estranhos. São tantas filosofias que me passam pela cabeça, enquanto eu sinto meus pés congelando gradualmente e assisto a fumaça que sai da minha boca, que eu tenho vontade de gritar todas elas, gritar até que alguém venha ver o que está acontecendo e não parar de gritar até deixar a outra pessoa tão enlouquecida quanto eu. Cada certeza que eu tenho é questionada, e é exasperante passar por isso outono após outono. Principalmente porque, um ano após o outro, a única certeza que sempre permanece, impérvia, é a de que todos nós nascemos sozinhos, vivemos sozinhos e morremos sozinhos. Eu estou cansado de ler, estudar e perceber, quero ser lido, estudado e percebido também. Quero que alguém chute a porta dessa casamata de ferro onde eu vivo, que traga uma garrafa da minha bebida favorita e que me puxe pela mão pra ir pra algum lugar onde eu ainda não fui, mas que eu vá gostar. Quero que tudo isso vá embora com o vento quente do fim do ano, pra jogar toda a lã no armário e esquecer, por um tempo, dos fios soltos que despontam da blusa e me deixam nervoso. E que quando eu morrer, me enterrem de pé, pois eu vivi a vida toda de joelhos.

RAWWRGH! Tô com o capeta no corpooo! Chegou a sexta-feira, adeus trabalhos malditos, tô com dor de cabeça mas tá tudo legalz, deve ser por causa do jeito que eu fui acordado. Cafezinho com leitinho numa xícara e biscoitinho do lado? Não. Pássaros cantando, luz do sol filtrada pela janela aos pouquinhos? Necas. ET e Rodolfo buzinando? Quase. Minha mãe me acorda todo santo dia pelas 7 e meia, pra usar minha mão-de-obra escrava, e a linha de pensamento dela é assim: "ai, tadinho do meu filhinho acordar cedo, vou deixar ele dormir bem bastante! Aí quando eu estiver toda atrasada, eu acordo ele com muito pânico e desespero!" Resultado, mãe gritando e eu acordando assim:



Aí, completamente grogue e desnorteado, visto a primeira peça de roupa que eu encontro e saio correndo que nem um bombeiro pra ajudar essa véia a fazer tudo em tempo. É adrenalina que não acaba mais! Aiai. Mas mudando de assunto: Quem quer conhecer os malditos trabalhos que me deixaram a semana toda querendo mastigar meu próprio pinto de raiva? Ninguém né? Mas vou postar mesmo assim, se eu aguentei, todos aguemtaräõ! Segunda-feira: xilogravura, já foi, tá ali no post anterior. Terça, texto do Franzoi e resumo do Roy, vou postar o texto na íntegra aqui abaixo pra vocês verem se ficou legal! Leiam com atenção okaaay, pessoal?

RRRÁ! Até parece! Minha vontade é imprimir de novo esses trabalhos só pra limpar o nariz e a bunda com eles, ódio mortal dessa porraaa! Na quarta, foi os desenhos da Marília, todos eles já foram postados em alguma época por aqui. Maaas teve também o da Rita, que por mais trabalho que tenha dado, foi o mais legal de fazer! A pira era trabalhar com preto e branco nos dois quadrinhos de cima e colorido nos de baixo, tudo com pontilhismo. Contemplai minha linda obra:


Uaaaau! Primeiro quadro, todo o dinamismo e criatividade de um... cubo. Foda hein? Desenho avançado sempre foi meu forte, eu sei! O segundo, uma forma inédita, groundbreaking, loucura e piração: uma eeeeeespiral! Pensam que é só isso? Tem muito mais! O terceiro é um ataque de cores, lasers assassinos que vão fritar sua sanidade, terror e apoplexia, salve-se quem puder desse desenho horrível! É difícil escolher pra que direção correr, os lasers apontam para TODAS! Aaaaahhhhh! E no quarto quadro, finalmente algo que prestou:


Diamond King!

Tudo graças à idéia regozijante de minha linda amiga Amanda, beijo gata! ;* [adoro esse meu jeito Faustão de ser, mandando abraço e beijo pra galera do nada, ahahoiha!] Só podia usar as três cores básicas mais o preto, e eu nunca tinha reparado que as cartas da família real costumam vir justamente nessas cores. Lógico que cheguei na sala me achando o próprio Andy Warhol, e é óbvio que fui massacrado pois haviam outros trabalhos cujos níveis desenhísticos eram afgahfahgafhgf. O meu do lado parecia um guardanapo riscado com giz de cera por uma criança cega e bêbada. Pra finalizar, na quinta-feira, o book de projeto da Shibata e uma prova que acabou com toda a minha moral e auto-estima, pois não só fui mal como passei cola errado, mimimi! *chora* Vou colocar o book só pra ter registrado mesmo; quem quiser olhar, faça um favor a si mesmo e atente só ao layout, nem leia o texto que é uma chatice mortal.




Começando uma semana que promete ser obscenamente corrida, estol com toda a energya recarregada pelo feriadão em Curitiba que foi rules. Na sexta-feira, um ônibus desconfortável e um cigarro depois, lá estava eu com Dedy e Ma rumo ao maior antro de pecado da cidade, i.e. casa do Gu. Almoçamos às 4 da tarde e baixamos no Lucca, que em matéria de café bom e atendente simpáticonazinha, mereceu todos aqueles certificados pregados na parede! Não existe nada como a sensação cosmopolita que Curitiba passa, ainda mais em um frio onde todos se vestem lindamente e se está cercado de pessoas interessantes. À noite, a atmosfera era ébria de álcool em todas as suas formas, e jogos sem cartas ou dados. Um sábado de rehab e toca pra discoteca de novo, fueled by Campo Largo Rosado Suave que é um babado cehrto, recomendo a todos! E uma tarde bucólica de domingo acampando no gramado do estacionamento da rodoviária, por um erro de cálculo desses que acontecem quando a vida opera de formas misteriooosas.


Agora estou sentadinho aqui, confeccionando um presente de aniversário secreto e pensando em quão idiota é a vida das moscas! Tem uma daquelas verdes/azuis, que me causam um nojo enorme da porra, parada ali ao lado da lâmpada. Ela tá parada há muito tempo, o que me faz pensar, adianta viver se vai ficar plantada do lado de uma lâmpada a vida toda? Mas me acho meio mosca às vezes também, metaforicamente falando. Cacete, agora deprimi por causa de uma mosca.

E a minha cama insiste em me chamar, embora o frio dela continue a me repelir.

is this real life?


Véi, já falei isso uns posts atrás, é uma babação de ovo, mas faço questão de repetir: a galera da minha sala da faculdade é a-ni-mal, legal demais pra ser verdade. Não digo isso pra ser político nem miguxo, digo porque é uma parada que me surpreendeu e desmontou completamente minha idéia inicial da sala. Ontem tivemos mais algumas horas de quality time depois da aula, no genial point #2 sugerido pelo Jensen, fazendo mímicas, dançando músicas folclóricas e bebendo. Se isso virar tradição, acho que vou entrar em curto, cair no chão e pegar fogo de tanta emoção, rawr! Com tanta festa loca, estudar que é bom nada, e agora os trabalhos atingiram massa crítica e já emitem uma radioatividade letal ao meu sossego. Tô indo pra Curitiba sentar no psy com minha galera da pesada, volto no domingo! o/

Estava eu aqui ouvindo os áudios de uma noite muita louca que eu passei com o Gu, o Lucas e a Lary, e os arquivos estão nomeados como Noite Kooks com Morango. Kooks eu lembro, mas morango? Gu, dai-me uma luz aqui ok! Ah, devo explicar também essa história de "áudios de uma noite" né? Então, quando o papo tá muito bom ou a galera tá muito sob a influência de bebida e outras coisas, eu costumo sorrateiramente ligar o celular e deixar ele gravando as conversas, para garantir que os lolz não se percam na ressaca do dia seguinte. Nesse dia a gente debateu um tópico muito interessante, uma pira que convencionamos chamar de máscaras.

Nessa pira, discutimos sobre como cada pessoa tem máscaras diferentes pra lugares, ocasiões e pessoas diferentes, e isso nos levou a muita conspiração e paranóia! Por exemplo: eu sou eu, Bryan. Mas o Bryan se comporta de um jeito "x" na frente dos meus avós. De um jeito "y" na frente da minha mãe, de um jeito "z" na frente de estranhos e por aí vai. Eu ouso dizer que eu tenho um jeito pra cada amigo meu, uma máscara diferente pra cada um. E eu digo que todas as pessoas têm isso, em níveis de complexidade diferentes: uns tem um leque maior de máscaras, outros menor. Isso é um fato, conhecido por todos porém não muito discutido, ele roda ali no background. Eu costumo aplicar máscaras de acordo com meu tato social, que é bastante apurado, pra escolher a coisa certa a se dizer para a pessoa que está ali, e chego até a combinar máscaras para interações com mais pessoas.

Mas e agora? Não dá uma sensação de desconforto, não saber com quem realmente você está falando? Depois de discutir isso ficamos pensando na grande mentira que é tudo, e como a gente não conhece e nunca vai conhecer completamente as pessoas. Pare pra pensar: e se esse blog é só mais uma, e na verdade eu que vos escrevo sou secretamente membro de um clube de chá? Ou faço parte de um experimento científico, nada viajão estilo NASA assim, uma pesquisa de psicologia da UFSC por exemplo? Como nessa vida a gente só pode falar por si mesmo, fica aí um fato meu: existem coisas sobre mim que ninguém nem sonha, coisas que eu nunca vou contar nem ao mais confiável confidente, e eu adoro a sensação de saber disso. E fico meio desconcertado quando encontro gente que diz "mas você sabe tudo sobre mim! sério mesmo, tudinho!" Hummm, será mesmo? Isso pra mim é uma máscara hein, daquelas bem safadas.

Essa foto foi tirada quando a Amanda me contou que batatinha quando nasce, ESPALHA RAMAS pelo chão. Não esparrama. E sim espalha ramas. Fiquei tão chocado que me esparramei!

Minha vida tá tão boa que eu não tô nem conseguindo aproveitar direito. É tão triste saber que o Universo tem uma pendenga pessoal contigo, e que qualquer fase boa é prelúdio de muita tragédia e desolação... Mas enquanto tá bom, vou aproveitar ao máximo, como um hamster que descobre que a rodinha não leva a lugar algum e parte em uma jornada espiritual em busca de seu próprio eu, levando um pequeno saquinho com cereais, e sabendo que dessa vez a estrada vai conduzi-lo a um final diferente.

a reminder to myself

I'm a leading man.
And the lies I weave are oh, so intricate. Oh, so intricate.

Hoje tava aí de bobs e fiquei bem glamouroso, sentado no chão, fumando cigarros e assistindo filmes. Nossa, que glamour hein. Vi Eurotrip, achei suavemente engraçado, e revi Closer pela terceira vez. E como é bom esse filme! Nunca me cansa, e tem as melhores quotes ever. Que o digam Fall Out Boy e Panic At The Disco! Lying is the most fun a girl can have, without taking her clothes off. But it's better if you do. I love everything about you that hurts. He tastes like you, only sweeter. Mas tem uma coisa sobre a qual eu me acho muito pato e feio e bobo: não consigo ligar o personagem e desligar o ator! Pra mim é a Natalie Portman brigando com o Jude Law, e Julia Roberts beijando Clive Owen. Eu acho péssimo isso, porque eu acho que o filme seria muito mais bem aproveitado se eu entrasse na pira! Agora vou largar de ser nerd e ir lá curtir a companhia, já que molho madeira e purê de batatas sempre fazem uma boa combinação. Apesar de eu implorar por Pepsamarrrrr depois. Adieu!

back to business

Hell yeah, Coelhinho da Páscoa! _\,,/

Voltei. Após passar 4 dias profanando Jesus de quase todas as maneiras disponíveis, bebendo como nunca bebi antes na minha vida e me divertindo nessa que foi a melhor Páscoa de todos os tempos! Na quarta-feira Mara Maravilha nos visitou, na quinta-feira fomos ao Bier e brigamos na rua, na sexta-feira fomos ao Bruske e ao Bruno, e no sábado fizemos um luau insano no Dox. Entre esses quatro eventos há bastante comida, preguiça, cigarros e muitas, muitas risadas, mas acordei sem paciência pra detalhes hoje, perdão ok! Nesse intervalo também assisti Yes Man, que recomendo fortemente pois é muito engraçado, e Burn After Reading, que desrecomendo pois achei uma pira errada. Falando em pira errada, tô morrendo de cansaço pois passei a noite abraçado na privada chamando o Hugo, o José, o Antonio e o Zacarias. Não sei dizer se é um ataque de cirrose aguda ou consequência dos banquetes pascais. Ganhei uma caixa de Ferrero Rocher [morram todos de inveja] e uma de Mundy edição especial [podem levantar os punhos ao céu e praguejar também]. Ah, e um ovinho de Passatempo! Agora é só esperar o próximo feriado, já que esse ano está uma rebombada na casa di minha mãe com muitos feriados queridos na sexta-feira! Basicamente é isso. Agora voltarei a postar loucamente, no mínimo uma vez por dia! E fica aí um obrigado pelas visitas e indicações, semana passada o blog atingiu níveis estratosféricos de visitação e eu fiquei bem feliz! Prometo trabalhar mais ;D Adieu! o/

just for the record

Estou vivo. A páscoa está quase superando as dos anos anteriores. Volto na segunda com detalhes sórdidos!


Essa foto foi tirada no dia 24 de março de 2005. O relógio marcava 20 horas e 45 minutos. Ela representa uma das melhores fases da minha vida, e eu nunca me canso de falar dessa época porque ela foi simplesmente utópica. A temperatura em São Bento do Sul sempre beirava o zero grau celsius. O cobertor no chão era a coisa mais confortável que alguém podia conceber, e o vinho ou o cappucino nunca falhavam em esquentar as noites de nebina cerrada. A música, perfeita. A companhia, inigualável. A luz terna das velas, a profusão de lápis e papéis sobre a mesa, a conversa que nunca esmorecia. Fazem quatro anos apenas, mas parece uma eternidade.



e vou levar um microondas verde, um saco de pipocas, um polígono regular, um quadriciclo, um CD do Calypso na Amazônia, a guitarra do Chimbinha, a Adriana Esteves, um transferidor, uma toalha xadrez, uma bandeira do Pizza Hut, um nômade persa, um pentagrama místico, a Hebe Camargo de triquíni, um platô de disco, a décima quinta lua de Júpiter, um pacote de camisinhas de morango, um VHS de André: uma foca em minha vida, um cabo de entrada video-componente, uma teta de nega amassada, um pacote de chamequinho, uma bola, um DVD de backup do jogo de The Sims do Dox, as cinco capitais européias que começam com a letra B, a Priscila do BBB untada de margarina, uma pipa, a Naiá, um oftalmotorrinolaringologista, uma carpa canadense azul, uma quiche de rúcula com vinho do porto, a Dedy a Má e o Batman, uma sequência de movimentos peristálticos e uma chacrete apertando a buzina do Chacrinha.

obmutescência

É, nada de muito novo no front. A vida continua naquele clima meh de ser, e a prospectiva de melhora ainda está muito longe no horizonte. Mas o abandono da vida social me trouxe de volta aos velhos tempos de nerd gordinho: estou lendo The Gift of the Magi and other stories, de O. Henry. O livro está escrito em um inglês bem complexo da virada do século, cheio de expressões loucas que eu adoro destrinchar na base da etimologia bruta. O sentimento de ter que reler uma frase 3 vezes pra entendê-la é exasperante mas, ao mesmo tempo, dá um novo entusiasmo à leitura. Como se fosse um tomo antigo que eu tenho que decifrar. Além disso voltei a ler Bowling King, que é o mangá mais engraçado que existe sem sombra de dúvida, e Love Hina pra matar as saudades. E assistindo Hajime no Ippo por indicação fervorosa de terceiros [o Strobel, no caso]. Acho que é só.

Tô morrendo de saudades do meu fone de ouvido também. Se você mora numa cidade grande e moderna, é meu amigo e quer me fazer feliz, compre um fone de ouvido para celulares Sony Ericsson por mim, garanto reembolso total dos gastos. É melancólico passar 3 horas por dia no ônibus sem o Patrick ou o Cedric ou a Greta me fazendo companhia no volume máximo.

Põe aí que eu sou o Rei da Futilidade e atoron, atooooron fofocar, criticar e alfinetar [/ronaldo esper]. Hoje as aulas foram bem descontraídas e eu pude destilar todo o meu Clodovil interno pra os amiguinhos sentados à minha volta. Nossa, se tem algo que eu acho viciantemente prazeroso é rir à custa dos outros. Antes que eu já sofra aquele ataque de falso moralismo, o rir às custas de alguém não significa rir de alguém, apontando pra pessoa e rolando no chão. A piada só é realmente boa quando rola uma referência pop/cultural/interna das boas, um sarcasmo acertado ou uma imitação muito digna e muito bem-feita. Não sinto vergonha nem remorso de ninguém, lógico: todo mundo fala mal de todo mundo. É um fato. Até a mais santa e recatada das pessoas faz um comentáriozinho sacana de vez em quando, e se não faz, PENSA. xD Eu venho aprendendo a rir de mim mesmo ao longo dos anos, pra pseudo-adquirir o direito de rir dos outros. Piada de gordo preto e gay então, hoje em dia até contribuo, just for the lolz. E essa é uma das coisas que me atrai nas pessoas: a capacidade de fazer [e principalmente entender] piada, fofoca e afins. Todo o meu círculo mais próximo de amigos possui uma habilidade exímia nesse campo, e isso torna as relações sociais adjacentes muito mais interessantes.

did you know??/!

Hoje me deparei com uma daquelas listas de funny facts. Tipo as que eu costumava receber por corrente de email na época em que eu usava Outlook Express ainda, e entrava no mIRC usando Cyberscript, com uma página do BOL aberta [abas ainda não eram populares] e outra do Cadê. Por espírito generoso e científico, resolvi compartilhar com todos alguns comentários e opiniões pessoais acerca de tais fatos. Vai vendo:


Formiga e CRENTE ainda por cima, sofri ok

"Você sabia que formigas nunca dormem???"
Não dá pra dizer que sabia, mas certamente supunha, por pura vivência e rico empirismo: eu me recordo vividamente de ter sido incomodado por formigas de manhã, perto do almoço, durante o almoço, depois do almoço, de tardinha, ao cair da noite, de noitinha, perto da meia-noite, de madrugada e ao nascer do sol. Donde concluí que esse inseto amaldiçoado não tem tempo pra dormir, afinal de contas é um planeta todo pra chatear e picar e entrar na comida. Aposto que até na Antártida tem esse demônio. A culpa é toda sua, Noé seu puto! Ou não, porque formiga é tão pau no cu que deve ter entrado na arca escondida na bosta de algum outro bicho. Escreve aí que o Anticristo, o dia que aparecer, vai ser montado numa formiga gigante.



Esse lindo GIF e muitos outros você só encontra em O Enigma dos Golfinhos

"Golfinhos dormem com um olho aberto."
Nossa, quando eu li esse criou-se todo um cenário conspiratório na minha cabeça. Esses golfinhos têm rabo cauda presa com alguém? Medo de humanos querendo fazer sexo com eles? Ou à procura de humanos querendo fazer sexo com eles? Estão na vigília de algum sinal de destruição iminente da terra pra dar o fora, agradecendo pelos peixes? Pesquisando por aí descobri que alguns pássaros também fazem isso, olhe que bando de ordinários esses animais todos! Golfinhos são fofinhos mas muito ladinos também, nunca se sabe se estão planejando algo pelas suas costas. Minha teoria pessoal afirma que em priscas eras, os golfinhos disputavam partidas épicas de Detetive contra os pássaros, partidas que chegavam a durar anos e até décadas, e a evolução darwiniana acabou por tomar o costume de ter um dos olhos fechados como vantagem evolutiva. Do mesmo jeito que o nosso polegar opositor. -q


Wheeeeeee! \o/

"Você sabia que na Suécia, há um ski-through do McDonalds???"
Essa curiosidade aí gerou quinze minutos de conspiração e paranóia. Em minha santa burrice eu li SKY THRU, e googlei a parada pensando "Naaaaaaa! Não acreditoooo! Tá de brincadeiraaaa!" Logo vi que era impossível achar algo sobre essa tal de loja aérea do McDonalds, e fui ficando cada vez mais encucado, até reabrir a lista e me tocar que é Ski mesmo. Mas diversas mirabolices me ocorreram durante a busca. Comoassim Sky Thru? Passa de avião? Tem um heliporto? O lanche desce de pirocóptero? Enfim, mesmo sendo ski na neve continua sendo curioso. O único perigo é aparecer esse cara aqui pra acabar com essa folia.

E minha vida continua cheia de altos e baixos! No sábado passado rolou uma festa insana aqui em casa, e todo mundo ficou completamente despirocado. Já o domingo foi low, low, low low low low low. A segunda foi um marasmo durante o dia, mas de noite pegou fogo o cabaré. A terça teve as aulas canceladas, e hoje, frente à perspectiva de pegar o ônibus pra ir estudar no meio do mangue, me lembrei que meu fone de ouvido estragou.


Meu fone de ouvido estragooooooooou!
Agora vou ter que aguentar uma hora e meia de risadinhas e conversinha de são-bentense naquele ônibus fedido. Wargh! Outra notícia trágica é que a mãe do Gu vai ficar por aí mesmo durante o fim de semana, mas isso vai cortar nossa pira em apenas 0,3%, já que Dedy e Má virão também! Além de todas as intercambistas! E hoje tem a primeira aula de Desenho de Observação na faculdade, estou tenso e ansioso pra ver como todo mundo em volta desenha! Mwehehe! Acontece também que as duas últimas aulas são com a Rita, o que me deixa com um frio na polenta, pois esta profe possui um caso agravado de Crazy Eyes. A expressão facial fixa dela é parecida com a do Ichimaru Gin, de Bleach:
O que nos deixa a todos apreensivos. Por fim, vai ficar aí uma sugestão de entretenimento assistível: True Blood! Com apenas uma temporada de existência, o seriado é baseado em uma série de livros chamada The Southern Vampire Mysteries. O plot é altamente batido: vampiros vivem entre nós, omg corrão. Mas a diferença é que nesse cenário, os vampiros foram a público, e realmente VIVEM entre nós. Os japoneses conseguiram fabricar uma fórmula de sangue completamente artificial, tornando possível assim a integração dos gengivudos em nossa sociedade. Uma garçonetezinha [Sookie Stackhouse], que é capaz de escutar os pensamentos dos outros, conhece um vampirão [o nome dele é Bill, lolz] e fica gamadona nele, pois com ele seu poder não funciona, veja só você! Pra Sookie, é um alívio e ao mesmo tempo um turn-on não escutar o que ele pensa. E aí começa muita confusão, com altas cenas sanguinolentas e/ou pornográficas.

E é aí que eu fico meio encucado. Amor proibido entre humana e vampiro? Um dos dois telepata, capaz de escutar a todos menos ao objeto de sua paishãom? Sinto cheiro de Crepúsculo no ar! Assistindo o primeiro episódio, imediatamente fiquei de pé na cadeira e comecei a gritar "pláaaaagiooooooo descaraaaaaaaaado que abisuuuuuuuuurdo" mas depois entrei na Wiki, e descobri que The Southern Vampire saiu 4 anos antes de Crepúsculo. Fiquei shocs! Stephanie Meyer sua safada. Eu não diria que essa característica é vital pro sucesso do casal, mas com certeza ajudou no approach dos pombinhos [e morceguinhos]. Enfim: True Blood é mais ou menos bem produzida, os atores são mais ou menos bons, é tudo mais ou menos. Se querem se divertir de verdade, assistam How I Met Your Mother! Aaoiahoa! É ou não é, Mulher Yogurti?