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É facilmente percebível que eu cheguei bebaço ontem no estágio saudoso/nostálgico/amoroso no post anterior né? Vamos abstrair, vamos abstrair! Também não quero cansar ninguém, mas faz-se necessário um segundo post cinematográfico na mesma semana. Porque ontem eu e o Gu vimos um dos filmes mais ruins já produzidos na história do cinema: The Ruins! [trocadilho maroto heinn]

até a legenda tentou nos alertar: socorro! tolos que fomos, não demos atenção.

A gente já tinha começado a ver esse filme numa noite de muita piração e drogas pesadas, mas desistimos por ele não parecer muito promissor [imagine só]. No começo do filme um grupo de 4 americanos, de férias em um resort mexicano de luxo [como se isso existisse], encontra um gringo que passa um papo neles sobre visitar uma ruína maia ali por perto. Totalmente do nada eles ficam melhores amigos, entram na pira e até fazem um luau de noite pra mostrar como estão felizes e empolgados! No outro dia, todo mundo no jipe e bora pras ruínas. Com todo mundo eu quero dizer o guia deles, mais o gringo, mais os protagonistas, que eu vou apelidar de Loirinho, Putinha, Monguinha e King dos Blasé, por motivos a saber.

Chegando lá, encontram uns índios super agressivos que gritam, ameaçam e parecem muito brabos por eles estarem lá. Rola uma tensão, a Monguinha faz a prestativa e resolve tirar foto de tudo pra colocar no Facebook, e os índios fazem RAAAWR e entram em exalted rage of the thunderstorm! O guia, numa tentativa de acalmar, pega a câmera da Monguinha e tenta entregar pra eles. Ele é recebido dessa maneira aqui:

TCHUNK!!! Tome-lhe flechada no s2! Atenção para Monguinha super shocs lá atrás

Depois da flechada ele ainda levou um balaço na testa, violênsia pura! Todos entram em pânico e correm pras colinas pra cima da ruína. Esta parece ser muito antiga mesmo, e está coberta de uma vegetação que à primeira vista parece maconha da boa. O gringo decide ir explorar lá embaixo, dentro da pirâmide, pra encontrar um celular que fica tocando. Ninguém consegue pensar em nada melhor, pois os índios montaram acampamento e não os deixam sair dali. E é aí que começa a interminável sequência de burrices que é esse filme.


O "ploft" que esse cara fez ao cair no chão me deu um frio no pinto dos grandes. Pelo menos a sonoplastia era boa. Nesse furacão de emoções, geral decide que alguém tem que ir lá ajudar: Putinha, eu escolho você!


Sim. A corda não era grande o bastante, daí essa jumenta precisou pular de uma altura de quase DOIS METROS, WOW! e conseguiu se estabacar e machucar o joelho TAMBÉM. Ela constatou que o gringo havia fraturado a coluna. O que fazer? Mandar ooooutra pessoa pra ajudar! No caso, a Monguinha, com uma maca improvisada que eles construíram. A cena das duas levantando o coitado e colocando na maca é hilária, mas a coluna dele faz barulhos que me deram um frio no pinto tão intenso que meu sêmen congelou e eu vendi pra um banco de esperma. Depois de subir, deitaram o gringo num canto com uma mantinha em cima e foi todo mundo pras barracas. Nessa hora, com várias pessoas mortas ao redor, outras machucadas, índios agressivos e muita paranóia, Putinha resolve justificar seu apelido!


SIM! Essa quenga bateu uma punheta pra seu namorado Loirinho, pra dar aquela desestressada! Com a Monguinha deitada DO LADOOO! AHAHAHA me acaaaaaaabo com esse filme. Na manhã seguinte, o horror: um tentáculo da planta que cobria a pirâmide estava infiltrado dentro do ferimento do joelho de Putinha! NOJO. Mas corajosamente eles puxam o troço pra fora, e nessas alguém resolve ver como está o gringo. A planta comeu boa parte das pernas dele e só sobrou umas carne e os ossos! NOJO TOTAL. E notem que até agora, uma pessoa não foi mencionada: nosso amigo King dos Blasé. Isso porque frente a esse festival de sangue, tragédias e desespero, A TUDO este homem reagia assim:

Guerras na Palestina. Crianças com fome no Congo. Reta final do BBB 9. Nada demovia King dos Blasé de sua inexpressão absoluta. Em toda a sua frieza, ele decide ajudar seu amigo gringo:

-fica tranquilo, já fiz isso antes

E o gringo sofreu, chorou e gritou que nem uma mulherzinha. Há um riqueza de detalhes nessa cena que eu preferi não retratar porque né, desnecessário. Nisso os dois "homens" resolvem que as duas mulheres precisam ir lá embaixo achar o telefone. As pobres moças, fragilizadas e morrendo de medo, uma delas com o joelho machucado, precisam honrar o peru que elas não têm no meio das pernas e vão. Acontece isso:

A planta está VIVA! Se mexendo! Fazendo som de RINGTONE DE CELULAR pra atrair suas vítimas! Atacando Monguinha sem piedade!

As duas fogem loucamente e chegando lá em cima, é preciso explicar pra seus projetos de macho o que aconteceu. É algo bem lógico e racional, plantas que se mexem, atacam, bebem sangue e são capazes de copiar sons ao seu redor. A conversa é rápida e direta:

O medo se instaura. Todos temem por seus orifícios, pois a planta VAI entrar e VAI te comer. Depois disso eles começam a... Bah, sabe do que mais? Esse post já tá muito grande. Acho que não vou contar o final. Assim todos serão obrigados a assistir! MWAHAHAHAHAE! Sou mais malvado que a plantaaaaaa! Tchau!

chaotic evil!

Ok. É muito provável que você tenha achado o post anterior patético. Mas agora, você VAI sentir medo. Guarde essas histórias para ler de noite, naqueles dez minutos antes de desligar o computador, ir no escuro até o banheiro e voltar no escuro até o quarto. Sozinho. No silêncio completo. Ou não, se você prestar bastante atenção ao barulho que vem da janela...



A menina ao telefone
Uma garota está sozinha em sua casa. No meio da noite, ela vê algo se mexer através da janela, e fica meio assustada. Ela liga pro 190 e diz que acha que viu algo no jardim, e pergunta se eles não podem mandar alguém pra verificar. O comissário lhe diz que eles não podem mandar alguém só porque ela pensa que viu alguma coisa, e dizem pra ela ligar de novo caso algo aconteça. Ela desliga o telefone. Poucos instantes depois, o telefone toca. É o comissário, dizendo que assim que ela desligou, ele escutou um segundo clique. Na mesma hora, ela escuta passos descendo a escada.



O quarto sem número
Um homem chega a um hotel no meio da estrada, e vai até a recepção pra fazer o check-in. A mulher na recepção lhe dá a chave do quarto e diz que no caminho até ele, há uma porta sem número que está trancada, e é proibido entrar lá dentro. A voz da mulher assume um tom mais urgente quando ela lhe diz pra não espiar dentro do quarto, sob qualquer circunstância. Ele segue suas instruções e vai direto para seu quarto. Na noite seguinte, o homem encontra-se profundamente inquieto e curioso acerca daquela porta sem número. Ele caminha em silêncio até ela e tenta abrir a porta. Está firmemente trancada. Ignorando a advertência da recepcionista, ele abaixa-se e espia pela fechadura. Um ar gelado passa por ali, esfriando seu rosto. O que ele vê é um quarto de hotel como o dele, mergulhado em penumbra, e no canto do quarto uma mulher cuja pele era completamente branca. Ela estava sentada de costas para a porta, junto à parede, com a cabeça encostada nela. Ele olha para a cena por um tempo, e confuso, pensa até em bater na porta. Por fim, decide que é melhor ir embora. Na outra noite, intrigado, ele resolve voltar à porta sem número e olhar novamente pelo buraco da fechadura. Dessa vez, tudo o que ele viu foi vermelho. Ele não conseguia distinguir nada além de uma distinta cor vermelha, imóvel. Talvez os ocupantes do quarto tenham percebido que ele espiava na noite anterior, e tenham coberto o buraco da fechadura com algum objeto. Ele decide consultar a mulher da recepção pra saber mais sobre o quarto. Ela suspira e diz, “Você olhou através da fechadura?” O homem responde que sim, e ela diz “Bem, então é melhor que você saiba de toda a história. Há muito tempo atrás, um homem assassinou sua mulher naquele quarto, e o fantasma dela assombra o lugar. Mas eles não eram pessoas comuns. Eles eram incomumente brancos. Exceto pelos seus olhos, que eram vermelhos.”



A menina e o cachorro
Uma menina fica sozinha em casa, com apenas seu cachorro para protegê-la. Quando a noite se aproxima, ela tranca todas as portas e tenta fechar todas as janelas mas uma delas simplesmente não fecha. Ela decide deixar destrancada e vai pra cama. O cachorro vai pro lugar costumeiro dele, debaixo da cama. No meio da madrugada ela acorda com um som gotejante, vindo do banheiro. A menina está assustada demais pra ir ver o que é, e coloca a mão debaixo da cama. Ela sente uma lambida de conforto do cachorro, e volta a dormir. Ela acorda novamente depois de uns minutos, e o som de algo pingando ainda está lá. Ela volta a colocar a mão debaixo da cama, e o cachorro lambe sua mão novamente. Após um tempo a curiosidade fala mais alto, e ela decide ir ao banheiro. Ela caminha lentamente até o final do corredor, e o som vai ficando mais alto. Ela abre a porta e acende as luzes, e lá encontra uma terrível visão: seu cachorro pendurado pela coleira no gancho da parede, sua garganta cortada pingando sangue no piso branco de cerâmica. Horrorizada, ela se vira pra sair do banheiro, mas algo no espelho chama sua atenção.
Escritas no espelho com o sangue de seu cachorro estão as palavras “humanos também sabem lamber”.


nenhuma história é da minha autoria, são todas lendas urbanas americanas que circulam por acampamentos e correntes de e-mail. eu me arrepiei com cada uma delas. espero que mais alguém também.