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RAWWRGH! Tô com o capeta no corpooo! Chegou a sexta-feira, adeus trabalhos malditos, tô com dor de cabeça mas tá tudo legalz, deve ser por causa do jeito que eu fui acordado. Cafezinho com leitinho numa xícara e biscoitinho do lado? Não. Pássaros cantando, luz do sol filtrada pela janela aos pouquinhos? Necas. ET e Rodolfo buzinando? Quase. Minha mãe me acorda todo santo dia pelas 7 e meia, pra usar minha mão-de-obra escrava, e a linha de pensamento dela é assim: "ai, tadinho do meu filhinho acordar cedo, vou deixar ele dormir bem bastante! Aí quando eu estiver toda atrasada, eu acordo ele com muito pânico e desespero!" Resultado, mãe gritando e eu acordando assim:



Aí, completamente grogue e desnorteado, visto a primeira peça de roupa que eu encontro e saio correndo que nem um bombeiro pra ajudar essa véia a fazer tudo em tempo. É adrenalina que não acaba mais! Aiai. Mas mudando de assunto: Quem quer conhecer os malditos trabalhos que me deixaram a semana toda querendo mastigar meu próprio pinto de raiva? Ninguém né? Mas vou postar mesmo assim, se eu aguentei, todos aguemtaräõ! Segunda-feira: xilogravura, já foi, tá ali no post anterior. Terça, texto do Franzoi e resumo do Roy, vou postar o texto na íntegra aqui abaixo pra vocês verem se ficou legal! Leiam com atenção okaaay, pessoal?

RRRÁ! Até parece! Minha vontade é imprimir de novo esses trabalhos só pra limpar o nariz e a bunda com eles, ódio mortal dessa porraaa! Na quarta, foi os desenhos da Marília, todos eles já foram postados em alguma época por aqui. Maaas teve também o da Rita, que por mais trabalho que tenha dado, foi o mais legal de fazer! A pira era trabalhar com preto e branco nos dois quadrinhos de cima e colorido nos de baixo, tudo com pontilhismo. Contemplai minha linda obra:


Uaaaau! Primeiro quadro, todo o dinamismo e criatividade de um... cubo. Foda hein? Desenho avançado sempre foi meu forte, eu sei! O segundo, uma forma inédita, groundbreaking, loucura e piração: uma eeeeeespiral! Pensam que é só isso? Tem muito mais! O terceiro é um ataque de cores, lasers assassinos que vão fritar sua sanidade, terror e apoplexia, salve-se quem puder desse desenho horrível! É difícil escolher pra que direção correr, os lasers apontam para TODAS! Aaaaahhhhh! E no quarto quadro, finalmente algo que prestou:


Diamond King!

Tudo graças à idéia regozijante de minha linda amiga Amanda, beijo gata! ;* [adoro esse meu jeito Faustão de ser, mandando abraço e beijo pra galera do nada, ahahoiha!] Só podia usar as três cores básicas mais o preto, e eu nunca tinha reparado que as cartas da família real costumam vir justamente nessas cores. Lógico que cheguei na sala me achando o próprio Andy Warhol, e é óbvio que fui massacrado pois haviam outros trabalhos cujos níveis desenhísticos eram afgahfahgafhgf. O meu do lado parecia um guardanapo riscado com giz de cera por uma criança cega e bêbada. Pra finalizar, na quinta-feira, o book de projeto da Shibata e uma prova que acabou com toda a minha moral e auto-estima, pois não só fui mal como passei cola errado, mimimi! *chora* Vou colocar o book só pra ter registrado mesmo; quem quiser olhar, faça um favor a si mesmo e atente só ao layout, nem leia o texto que é uma chatice mortal.




Esse é um post idiotinha, onde vou descarregar toda a minha frustração com um assunto que nem é tão relevante assim. É possível, caro leitor, que ele lhe cause bocejos e indiferença, ambos em velocidade 5. Se esse for o caso, pule pro final e veja a Demizinha detonando todas. Vamos ao fato: nos foi proposto ler o livro Notas Para uma História do Design, de Pedro Luiz Pereira de Souza, e fazer um resumo do mesmo, dentro da matéria de Introdução ao Design. Peguei na biblioteca e comecei a ler. Li a introdução. Parei, cocei a cabeça, olhei em volta. Reli a introdução. Franzi o cenho. Reli parágrafo por parágrafo em voz baixa, delineando cada frase lentamente. E não entendi porcaria nenhumaaaaaa! FFFFFFFFFFFUUUUUU! Gu e Dedy fizeram o teste também, e não deixam mentir.

De boa, não quero fazer a que se acha nem nada, mas eu sou um bom leitor. Sei interpretar, contextualizar e compartimentar o que eu leio, já que ler é uma das minhas especialidades, desde pequeno. Mas essa introdução, meuzamigo, é pura física do petrefiolismo pra mim. Vai aí um trecho do pepino, só pra ter uma idéia:

"[...] no final do século XIX e neste século, o debate entre as relações entre arte e indústria, ou arte e técnica, incidiu fortemente sobre a evolução da arquitetura moderna e que, por sua vez, essa evolução condicionou esse debate."

Taí uma contradição que me deixa confuso e desanimado. Como assim? Se a evolução condicionou o debate, como o debate pôde incidir na evolução? AHGRHGAWGUHR! Mais pra frente, o texto se desenrola um pouco, mas os conceitos continuam nebulosos. Me arrasto até a página 40 pra ler uns bagulho desses:

"Os futuristas italianos preferiram uma recusa às artes. Mas em essência, acabaram adotando uma postura plástico-formalista semelhante à de Le Corbusier."

Nas páginas seguintes me caem sobre a cabeça termos como neo-esteticismo, construtivismo e progressivismo. Meu ponto é: a matéria se chama Introdução ao Design. Nós somos uma turma de calouros, ou seja, 90% de nós provavelmente sabem muito pouco ou quase nada sobre design, e eu me incluo nessa margem. Eu não faço a mínima idéia do que é futurismo, ou plástico-formalista, ou neo-esteticismo, ou construtivismo, ou progressivismo. Quer dizer, vou ter que parar a leitura toda, pesquisar e entender cada uma dessas bases de pensamento e voltar pra conseguir compreender três frases? De que adianta fazer um livreto pequeno desses então, cacete!? Eu fico puto! Não só por mim, porque se eu quiser vou lá e pesquiso e aprendo tudo na raça mermo, mas pelo resto da sala! Porque vamo combinar: dos 50 alunos, 3 ou 4 vão correr atrás e procurar saber o que significam esses termos. E assim, um bimestre vai ser todinho jogado fora, resumindo algo que nos é ininteligível. Aprendizado FAIL!


Agora vem uma nota completamente lateral e não-relacionada, e bem de mulherzinha ainda por cima ok! Estava eu browseando o perezhilton, quando me deparo com um vídeo de Demi Lovato ao vivo no programa da Ellen. Rapidamente acessei minha memória de coisas inúteis e lembrei que essa menina é aquela miguxinha dos Jonas Brothers, que fez aquele clipe altamente xarope com eles, e que passa o dia todo na MTV Hits. Decidi assistir por pura curiosidade, e bah tchê! Me surpreendi! Gostei MESMO da voz dela, primeiro sussurandinho e depois soltando a franga, achei de uma luxúria inegável. Bem melhor que aquela porca da Miley Cyrus, que canta com o septo nasal em vez da boca, mas nem vou começar com essa polêmica aqui né! Então assistão:


Ontem a aula foi bem rurgs tchuturais. Em história da arte aprendemos bastante sobre a PIN-TURA, escultura e arquitetura greco-romanas. Na aula do Roy, vimos o resto do vídeo do sr. Implacável [implacável segundo ele mesmo, "com a mulher e até com o cachorro RISOS." Eu não lembro o nome desse véio, googlei todas as marcas que eu lembro que ele projetou e ainda assim não achei nada. Taí uma pessoa importanteNOT]. No finalzinho do vídeo, sr. Implacável declara que acha aquela logo do Brasil: um país de todos altamente besta e confusa. Concordei com isso, e nosso dinâmico professor nos propôs criar uma alternativa pra essa logo, assim como sr. Implacável fez no vídeo, mal e porcamente. Depois de matutar por míseros fintchy minutos, acabamos por produzir algo mais ou menos assim:

Já sabe né? Clicando em cima você adere a um pacote de vantagens debitado diretamente na conta telefônica. Mentira, abre a imagem grandona outra vez! Eu minto muito mal mesmo, hihi!

Agora vamos à defesa criativa. O B inicial era pra sugerir o Pão de Açúcar, já que o Brasil não tem identidade visual nenhuma e a gente tem que apelar pra lugares-comuns mermo. A perna do R, aliada ao I e ao L e sua curva, sugerem os contornos do prédio do Congresso Nacional, em Brasília. O traço não é quadrado e simétrico porque não consigo imaginar um lugar mais morfético e torto que o Brasil, e a tipografia reflete a zona que é esse país. A bola ali ao lado remete ao centro de nosso pendão da esperança e passa uma idéia de universalidade, porque afinal de contas, o Brasil é um país de todos. As cores eu joguei agora na loca sem pensar em nada, mesmo porque na aula entregamos tudo só no lápis. Tchaaans! \o/

Até aí tudo ótemo. Mas fiquei olhando pra marca, e de repente duas palavras pularam à minha mente. Uma delas foi PEPSI, com luzes de neon em volta e dançarinas de can-can e alguns elefantes fazendo malabarismos porque sei lá, essa bola me lembra muito a Pepsi, ahohoho! E a segunda palavra foi: Obama. Por algum motivo misterioso minha mente associou essa bola à logo do Obama, mas fui verificar e percebi que não tinha muito a ver. Só que na hora que eu digitei Obama, o Google me oferece como primeira sugestão: obama anticristo. Fiquei curiosaçalhaço [/bial] e mandei bala pra ver que diabos era isso. E fiquei shocs! Aparentemente, milhares de pessoas estão convictas de que Obama é o Anticristo bíblico e possuem provas CONTUNDENTES disso! Vamos conferir?

RAAAAAAWR WAAAARGH

- Segundo o livro do Apocalipse, a Besta "surgirá do meio do mar". Onde nasceu Obama? Nas ilhas do Hawaii, no meio do oceano pacífico.
- Nostradamus previu o fim do mundo para 2012 (ano em que terminará o mandato do presidente que for eleito em Novembro).
- O Anticristo é a favor do aborto, tal como os democratas (!...).
- No Apocalipse, diz-se que o enviado do diabo prometerá trazer paz ao mundo e Obama faz o mesmo em relação ao Iraque.

Tem gente que achou, atenção que essa é boa, mensagens nos discursos do Obama, especificamente nas partes onde alguém desmaia ou passa mal. Isso é tipo SFAGSFADHSDHAD!!!!1! Tá aqui o vídeo que não deixa mentir. E os argumentos continuam pra sempre, incluindo apoio aos homossexuais, o fato de nosso neguinho querido ser meio muçulmano, e de seu nome ser parecido com o do Osama. E é quando o nome do Osama entra na conversa que eu coloco minha opinião sobre esse grande amontoado de cocô especulativo: gentem, há um tempo atrás, geral jurava de pé junto que o Saddam era o Anticristo. Com "provas" e tudo mais. Aí o véio foi enforcado, pularam pro Osama. "Não, dessa vez vai dar certo, só pode ser o Bin Laden", diziam eles. Bin Laden fez a Sheila, virou água e sumiu, e agora é a vez do Obama. Quer dizer, quanto mais proeminente a figura, maior seu potencial anticrístico? Vãao arrumar uma vida, porra! Já que isso é um samba do crioulo doido mesmo, fica aí minha opinião:

AEAEAEE VOUTEI PRA TERRA PEÇOAL HOSANA NAS AUTURAZ!!!

Update: esqueci totalmente de agradecer a Pri, que enfrentou com bravura o sistema de transporte público joinvillense pra levar minha obra pra casa a salvo! Valeu Priii, te devo uma! ;*


Na semana passada, tivemos uma aula de Linguagem Visual que certamente foi fora do comum. A professora nos pediu pra levar uma bandejinha de isopor, pincel, folha A4 e... um ovo. Um ovo? Sim! Um ovo! E se eu já achei bizarro ela pedir isso, é mais bizarro ainda o fato de cada pessoa pra quem eu contei essa história ter perguntado "mas é um ovo cozido?" Tiop oi? Fiquei muito confuso! Por que um ovo cozido faria qualquer sentido a mais??? Ainda assim é um ovo numa sala de design!!! Enfim: todo mundo levou o tal do ovo e ficamos lá bem curiosos pra fazer a tal da têmpera. Enquanto isso, o artesanato local já florescia ativamente!

Acho que tá na cara qual é o meu. Mas o da Ni [direita, em cima] é o melhor! Tão gordinho e satisfeito! X]~


Nossa carismática professora Rita logo pôs a mão na massa e explicou que antigameente, as tintas eram feitas assim, com um material aglutinante e algum pigmento natural como urucum, terra e até sangue. Nosso amigo Pedro leva o design a sério, e vai calmamente até sua mesa, abre um cortaço no dedo e faz um tinta com saaaangue! Esse é true de verdade! Ela explica que nós iríamos usar só a gema, que ia agir como aglutinante para o pigmento e pans. E é aqui que eu vou abrir um parêntese pra contar um fato desconexo e hilário que me aconteceu há uns anos, e sempre me vem a cabeça quando eu escuto/leio a palavra aglutinante.

[Era uma vez eu e o Gu. Uma menina adicionou ele no MSN uma vez, uma tal de linda180, e passou a nos assombrar com conversas altamente toscas e burras. Um belo dia decidimos zoar com a cara dela, e isso foi muito longe, a ponto dela pensar que estávamos envolvidos em uma seita que adorava o Poseidon e fazia orgias gays com macarrão lamen e drogas pesadas. Vão aí alguns dos melhores momentos:

Linda diz:
- seu amigo tem q idade 21?

gustavo bryan diz:
- sim, e ele te odeia, só ama RAMEN
Linda diz:
- entao tente romper a lei do semelhante atrai semelhante reprove essa forma grotesca de tratmento de exemplos bons a ele talvez ele se melhore...

gustavo bryan diz:
- o Ramen é minha paixão ò__ó
Linda diz:
- esse Ramen e pouco conhecido nao e

Linda diz:
- amante do Ramen pq vc tem esa revolta? o seu "amante" e ficticio ou ele esta longe e um amor platonico apenas ou vc e do tipo dos gays(nao tenho preconceitos)fique a vontade se quizer dizer
gustavo diz: - é que o ramen,é um conceito neoliberal de sociedade ideológica paralela ao paradoxo universal das leis que regem a psicossomaticidade da expressão psicotica do liberalismo descontrolado
Linda diz:
- vc nao conhece o Socialismo Cristao(uma forma ainda mediocre do verdadeiro Cristianismo)? experiemnte essa forma ainda q mediocre do verdadeiro cristianismo(pois esta a seu alcance,admitindo q ama essa porcaria de Ramen),totalmente ultrapassda..he he he

gustavo diz:
- isso é totalmente absurdo, tu é uma demente, tenhomedo de ti

Linda diz:
- quem ama o ramen esta totalmente equivocado
gustavo diz: - TU NEM SABE O QUE É RAMEN, CARALHO!

Linda diz:
- e uma fantasia pra vc se apioar umailusao uma utopia pra poder contestar o sistemoa vigente?

Linda diz:
- calma ai revoltado desse geito tu vais explodir o binladem q tens dentro de ti he he he
Linda diz:
- nao soubeste definir o Ramen
gustavo diz: - GEITO É COM J!

Linda diz:
- esse teu Ramen( do geito(com,g mesmo) q expuseste vai te levar a loucura
gustavo diz: - RAMEN È MACARRÃO!
Linda diz:
- macarrao integral?

Linda diz:
- es um amontoado de conhcimentos futeis sem propositos reais
Linda diz: - sem sentimentos aglutinantes
Linda diz:
- apenas revoltas inuteis...

gustavo diz: - a gente tentou te ajudar, alma perdida
Linda diz:
- vai estudar o Cristianismo e depois ai sim vais desistir de Ramen,lixo


ainda tem outras partes mais engraçadas, com toda a pira do deus Poseidon e orgias gays, mas já tá muito grande isso aqui. Quem quiser acompanhar toda a saga, MSN-me em direngrey_obscure@hotmail.com para obter os logs completos!]

Depois de muito aglutinar, fizemos várias tintas, misturamos várias cores pra criar paletas e o resultado final do meu trabalho foi baseado na música mais bonita do Death Cab, que é Marching Bands of Manhattan. Ficou meio paia mas eu curti. Não vamos dar muita importância também, é só ovo e papel! Agora me dêem licença que eu vou lá estudar o Socialismo Cristão.


design?

Ouieah! Como não consegui pensar em um post apropriado pro 1º de abril , sai da frente todo mundo que agora vou expelir alguns milhares de caracteres recheados de academicidade TENSA. Na aula de ontem, devíamos apresentar um trabalho cujo objetivo era chegar a uma definição de design. O que é design, afinal de contas?


Pesquisando loucamente por aí, encontrei uma definição excepcionalmente boa de um cidadão chamado William R. Miller [ontem viajei GOSTOSO na aula e troquei o sobrenome dele pelo de outro cara da nossa bibliografia. shit happens when you party naked]. Ele usou um recurso muito didático, rápido e jovem [como um sanduíche] pra expor a sua tese: condensou suas idéias em uma frase. Essa frase não tem a intenção de explicar tudo instantaneamente: ela funciona meio que como um aforismo, tendo uma filosofia toda por trás, e objetiva chamar a atenção do leitor em vez de jogar de cara um texto enorme na cara dele. Taí a dita cuja:

"Design é o processo de pensamento que compreende a criação de uma entidade."
no original em inglês, bem melhor, fica "Design is the thought process comprising the creation of an entity".

Vou resumir bastante aqui a explicação dele pra não ficar tedioso okaay? O conteúdo completo dá pra ler clicando aqui.
- Processo porque design é a série de etapas que precede [e até sucede] a criação de algo, e não o produto final, como costuma ser colocado.
- Pensamento porque o insight, ou a idéia são os catalisadores do projeto todo: quando se faz a conexão entre problema e uma possível solução. Aqui cabe também toda a atividade intelectual como escrever, desenhar, modelar etc.
- Compreende porque o processo de design contém várias etapas. A lista extensa e variada das etapas inclui criação de conceitos, pesquisa de mercado, público-alvo, orçamento, desenvolvimento, protótipo e aperfeiçoamento, pra citar as mais comuns.
- Criação de uma entidade é o fim, quando o projeto sai do papel [ou fica no papel se for um banner he´heééhé!!] e se torna realidade. Depois do produto ser testado por um usuário, o designer ainda pode dar mais uns pitacos, a fim de atingir um resultado realmente bão.


Até aí tudo limdo, uma belesa, só alegria. O poblema se dá quando você argumenta com seus coleguinhas, eles balançam a cabeça pra cima e pra baixo com a-quela cara de paisagem, mas em vez de te ouvir estão pensando algo como "isso, aham, fala logo que eu quero ler o meu aqui, sei, tá, eu também fiz esse trabalho, quero mostrar, vai rápido pô". Aí surgem aquelas perguntas e "afirmações" que soam realmente espertas, mas pra quem entendeu o conceito do nosso queridão Miller, soam realmente obtusas:

Coleguinha - Design é tipo assim, é tipo você desenvolver o projeto e as etapas né, todo um processo, aí tem a ergonomia e a funcionalidade e tem que ser bonito e artístico né, pra chamar a atenção e ter um diferencial, tipo, é isso :B

-OI? q? Olha, não exijo que todo mundo seja super articulado e habilidoso na nobre arte da discursiva, mas isso pra mim não é definir design. É jogar umas palavras-chave ao léu pra ver se o conceito vai cair no chão e se montar sozinho, estilo barraca do Gugu. As idéias do Miller cobrem esses tópicos todos com uma elegância e uma simplicidade impares. Desenvolver o projeto, certamente. Etapas? Etapas. Ergonomia, funcionalidade, estética, diferencial: todas essas coisas são detalhes que dependem do problema e da solução que você arranjar. Vou dar um exemplo que eu não li em lugar nenhum, e sim aprendi por experiência própria.

Estava eu trabalhando lá na Vivo, vestindo meu conjunto chiquérrimo de blazer e calça de brim, pronto pra atender os clientes que eu tanto amava. (-n) Chega uma cliente! Ela quer um celular! Bora vender um pra ela.
- Então, tem esse aqui da Sony Ericsson que tá 399,00 e tem MP3, câmera, 2.0 megapixels, vem com cartão de memória, cabo de dados, fone de ouvido estéreo, e é um aparelho muito completo, tem funções executivas de agenda de compromissos e notas integradas! Super pechincha hein! É um aparelho excelen...
- Ahhh mas eu gosto da Motorola... Tem aquele que é rosa? ;D
- Humm, tenho sim... Mas tá 599,00 aquele, e aí vou ficar te devendo as funções multimídia tipo MP3 e o cartão de memória, porque ele não tem, e a câmera é inferio...
- Aaaaaaaai que mara! Me dá esse rosa! Embala pra presente! Põe crédito nele já também pra eu mandar mensagem! :D :D
- erm... Ok! ;D

O Sony era funcional? Muito mais que o Motorola. Mais ergonômico? Provavelmente. Tinha preço competitivo? Absolutamente. Mas a estética do Motorola ganhou. Por causa de "coisas" que a gente chama de público-alvo, perfil de cliente e objeto de desejo. E como é que se define essas "coisas"? Através do Design, que é o processo de pensamento que compreende a criação de uma entidade. Mais simples e fácil, impossível.

Posso dar vários outros exemplos: notebooks que são mais feios que briga de foice, mas vendem que nem água por causa do preço ou da potência do processador. A caneta BIC, que foi citada na aula: feia e inapropriada pra alguém que escreve o dia todo, como uma secretária ou um escrivão, mas muito prática e barata pro resto da população, que não precisa de conforto e ergonomia em uma caneta que não vai usar muito mesmo. Estética é tudo? Não, mas ajuda bastante se você conseguir encaixar ela no projeto. Funcionalidade é tudo? Igual. Depende, repito, do problema e da solução imaginada.

E isso é tudo que eu tenho a dizer! Texto gigante né, cansei a beleza de todos. Até assumo que de vez em quando eu me passo e exagero na veemência da minha opinião, mas é que quando eu tenho um bom ponto de vista e argumentos pra sustentá-lo, eu insisto pra sempre mesmo. Sou bem mente aberta e estou pronto pra aceitar outras teses, desde que sejam melhores do que essa do Miller! Eu sei que vários designers e publicitários lêem esse blog então DISCUTÃO! Comentário é serventia da casa. Beijomeliguem!

Vou fazer a nerd agora e contar um pouco sobre como anda a faculdade, sob a ótica de um calourinho de design! Acabo de chegar na metade da terceira semana, e me encontro bem esperançoso em relação a algumas matérias [História da Arte e Introdução ao Design] e um pouco desiludido com outras [Desenho Técnico e Meios de Representação]. Na aula de hoje, o Roy decidiu começar quebrando o gelo e fazendo um exercício meio besta mas muito esclarecedor: pediu pra desenharmos um Fusca e, do outro lado da folha, a logo da Coca-Cola. São coisas que a gente já viu trilhões de vezes, mas se pá nunca reparou nos detalhes, e a importância de ser observador é uma tecla na qual todos os professores têm sapateado incessantemente. Taí o resultado da experiência:


Não tá tãaao ruim se você clicar aqui e comparar com o original, né? Caguei no pára-choque apenas [nossa, não faço IDÉIA de como escrever pára-choque no novo português] e na perspectiva, porque essa droga de carro parece estar ocupando os eixos x, y, z e ç da realidade alternativa onde ele existe. Já a Coca está com um leve gostinho de fail:


OI, que que é essa voltinha MAROTA ali no C da Cola? AHAOIHAOIAHA! A original, que dá pra conferir aqui, tem uma curva muito mais sapequinha. Concluí afinal que realmente, observar os detalhes é essencial pra desenhar direito. Mas bah, nem ligo mointo porque meu futuro é sentado na frente de um computador, produzindo obras puramente eletrônicas como essa daqui, que eu fiz pra aula da Prof. Dolores Umbridge Rita:


Qualidade tá meio paia senão ia ficar muito pesado pra loadear, no papel ficou mais legal. Ela pediu pra gente se descrever em uma folha A4, usando principalmente signos visuais. Eu não sou muito chegado em piras subjetivas demais, daquelas que exigem horas de reflexão pra interpretar, entao fui bem direto e colei ali um pouco de tudo que passa na minha cabeça. Lógico que as coisas ruins, nas quais eu prefiro não pensar, também fazem parte do que eu sou e deveriam estar retratadas junto. Mas preferi deixá-las de fora porque não vou sair me desnudando num A4 pra sala toda ver, néam?

Outra coisa interessante foi na aula do Franzoi, de História da Arte. Ele questionou qual era a grande diferença entre se expressar e se expressar artisticamente. Afinal de contas, porque é que aquele quadro no museu é arte e meu desenho que eu fiz no caderno não? Aí super que levantei a mão e passei a geral pra galera: por causa do contexo. A maioria das pessoas que não entende uma obra, é porque não tem conteúdo suficiente ou a calma de parar e entender quando, onde e a quê aquela obra remete. A pira boa foi que ele concordou entusiasticamente e eu fiquei bem realizado! Porra, vai dizer que não dá uma raiva quando tu tá escutando uma banda foda e linda [The Mars Volta hehehe] e vem algum animal dizer que aquilo é um lixo? Antes de abrir a boca e pagar de burro, vá aprender a história do CD, a proposta da banda, o gênero onde eles se encaixam e dar uma lida nas letras. Depois, venha falar comigo de novo!

Agora vou dormir, pois estou mais pregadão que Jesus. Beijosmil ok